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domingo, 25 de janeiro de 2015

Eu disse que concluiria o assunto sobre a minha correspondência com o diretor de assuntos climáticos da NASA, a guru dos empíricos e, agora, vou fazer isso.

Sempre tenho dito que a “ciência” dessa turma é muito errônea, mas até agora me referi sobre a falta absurda de conhecimento dos corretos princípios físicos por parte dessa gente. E tenho um artigo científico pronto que mostra isso com todas as letras. E agora pude perceber, como esperado, que eles também não lidam bem com questões experimentais, pois cometem muitos erros científicos nesta parte também e, mesmo assim, se atrevem a intervir e impor destinos à humanidade. Não dá pra relacionar tudo, mas vejam os exemplos a seguir.

- NASA: “O que entendemos por temperatura média diária (SAT)? Não há uma resposta correta universalmente aceita. Devemos considerar a temperatura a cada 6 horas e fazer a média, devemos fazer isso a cada 2 horas, de hora em hora, ter uma máquina para calcular isso a cada segundo ou simplesmente tomar a média das temperaturas mais altas e mais baixas do dia? Os vários métodos podem conduzir a resultados drasticamente diferentes”.

É compreensível que as milhares de estações meteorológicas espalhadas pelo mundo não tenham um padrão ou procedimento único, mas vejam o que eles mesmos reconhecem: “Os vários métodos podem conduzir a resultados drasticamente diferentes”. Ou seja, se os erros experimentais são tão grandes, como se atrevem a afirmar aos quatro cantos do mundo que a temperatura do ar aumentou 0,6 ºC nos últimos tempos? Tal valor certamente encontra-se dentro da margem de erro das medições deles, o que invalida tal aumento e informação. E os anos em que há fortes frios e nevascas eles não levam em conta ou até tentam justificar através do “aquecimento global causado pelo CO2”. Quero dizer que a temperatura do ar não está relacionada ao CO2, ou melhor, o CO2 tem uma influência de menos de um por cento (!) na temperatura ambiente, como demonstrei nO ARTIGO.

Vejam mais:

- “Para cada termômetro e dia do ano é muito fácil definir exatamente uma temperatura normal”.  
Mas, eles mesmos dizem que não há uma definição para a temperatura da superfície SAT.

- “A nossa análise trata somente com as anomalias de temperaturas, não temperaturas absolutas. A razão para trabalharmos com anomalias em vez de temperaturas absolutas é que a temperatura absoluta varia em curtas distâncias, enquanto as anomalias de temperaturas são representativas de uma região muito mais ampla. Anomalias de temperaturas se correlacionam com distâncias da ordem de 1000 km”.

Anomalias são apenas variações para mais ou para menos em relação às temperaturas absolutas. Ora, se as temperaturas absolutas variam, as anomalias têm que variar também, se forem honestas. Além disso, 1000 km correspondem aproximadamente a uma distância em linha reta de Porto Alegre ao Rio de Janeiro, cujas temperaturas são muito diferentes entre si. Além disso, anomalias são resultados indiretos, não diretos, não transparentes, que mascaram os valores reais. Sim, é difícil ter tantas estações meteorológicas no mundo quanto as desejadas, mas então eles não poderiam afirmar tanto, acharem mínimas diferenças e não levarem em conta tantos erros de medições. E essas anomalias são obtidas por “modelos” e tratamentos estatísticos, ou seja, têm interferências humanas.

Perguntei: “Uma vez que vocês não sabem o que é e qual é a leitura e o número verdadeiro para a SAT, como então a NASA, o IPCC e a literatura afirmam que a temperatura normal do planeta é 14 ºC?”.

Resposta: “14 ºC é uma grosseira (não muito útil) estimativa baseada em uma combinação de observações e execuções de modelos e em minha opinião uma peça de informação sem utilidade”.

Respondi: “Esta informação de que a temperatura média do planeta de 14 C não vem somente de medições, mas que também recebe influência humana através de modelos, os quais não são completos (e nunca serão) e exatos, é completamente nova para mim e para o mundo. A ciência precisa ser clara e transparente. A imprensa publica somente tal temperatura (e raramente) e então o mundo pensa que este é o valor real que vem somente de medições. Na verdade, a partir das informações de tais órgãos, a imprensa quase só publica o aumento de 0.6 C. Assim, há uma profunda diferença entre o tipo de informação dado pelos institutos e a informação esperada pela população mundial”.

Falei: “Parece que há muitos erros envolvidos nas medições de temperaturas, mas mesmo assim os meteorologistas encontram uma diferença muito pequena como 0.6 C e ainda afirmam que este é um aumento definitivo”.

Resposta: “Isto é similar à situação de alguém que tem um relógio que não está adequadamente ajustado; aquele relógio não pode dar a hora do dia, mas pode ser usado para medir o tempo de 3 minutos de cozimento de um ovo frito. Nem é a temperatura média global absoluta de qualquer importância para determinar a mudança de temperatura entre um tempo atrás e agora”.

Olha, isso é demais mesmo e reflete o pensamento e falta de exigência de precisão dessa turma! Quando se faz um trabalho científico experimental, uma grande exigência de confiabilidade das medições é saber se os aparelhos estão ajustados corretamente e quais as margens de erros das suas leituras bem como sobre as margens de erros dos procedimentos adotados nas medições e tudo isso tem influências muito grandes nos resultados. Então, para eles não importa se a temperatura média do planeta é de 14 C ou de 31 C conforme a precisão dos equipamentos de daqui a pouco! Ninguém saberá qual é a leitura certa nem tais informações terão confiabilidade, como percebemos hoje em dia com tais respostas que parecem brincar com o mundo. Essa turma não tem rigor nem na teoria nem nas medições, mas insiste em dar informações como se fossem reais e definitivas, como a do “aumento” de 0,6 ºC para o mundo todo. (Mas, é bom salientar, que há outros tipos de trabalhos experimentais individuais dessa área que são confiáveis e bem feitos - mas falham quando relacionam tudo ou qualquer coisa ao CO2 - e fazem isso sempre).

Falei: “Não acredito que a temperatura média do planeta seja de apenas 14 C, pois não acredito que a temperatura média da América do Sul, da África e da Austrália seja de 14 C”.

Resposta: “E nao é – e ninguém jamais afirmou uma coisa como essa”.

Mas, no site da NASA está dito: “For the global mean, the most trusted models produce a value of roughly 14 ºC”. “Para a média global, os modelos mais confiáveis produzem um valor grosseiro de 14 ºC”.

E se esse valor é grosseiro, então o valor de 0,6 ºC que eles afirmam ser exato e referente ao aquecimento global dos últimos tempos, obviamente também não é exato nem confiável. E mais uma vez vemos que essa tal temperatura média do planeta vem de “modelos” e não exata e exclusivamente de medições reais.

Também perguntei se eu poderia ter acesso aos registros de medições de temperaturas e, inicialmente, ele disse que sim, mas quando perguntei como e onde eu poderia fazer isso, ele sumiu.

O que se conclui é que as medições e informações por parte dos principais órgãos mundiais dessa área não são confiáveis.