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domingo, 8 de outubro de 2017

DESAFIO

Um dos dogmas da pseudociência do "aquecimento global causado pelo CO2" diz que a evaporação aumenta com o aumento da temperatura do ar e isto é o principal suporte dela para o suposto aumento do "aquecimento global". Acontece que a evaporação DIMINUI com o aumento da temperatura do ar! Desafio a todos esses pesquisadores e "modeladores" a provarem matematicamente que a evaporação aumenta com o aumento da temperatura do ar. Leiam os artigos "Climate Change: How the Atmosphere Really Works”, “Solar Still vs. Solar Evaporator: A Comparative Study Between their Thermal Behaviors” e “The Physical Principles Elucidate Numerous Atmospheric Behaviors” para descobrirem como a evaporação realmente funciona de acordo com a temperatura do ar e de muitos outros parâmetros ambientais. 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

HORÁRIO DE VERÃO


Saiu a notícia de que o governo cogita acabar com o horário de verão, pois um estudo do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e do Ministério de Minas e Energia concluiu que tal política pública traz efeitos "próximos à neutralidade" com relação à economia de energia elétrica. 
Há anos venho analisando tecnicamente o horário de verão e sempre verifiquei que esse horário não traz nenhuma economia de energia, ao contrário, causa aumento de gastos com essa energia. Claro que o governo não vai dar o braço a torcer e dizer que o horário de verão gera prejuízos, mas dizer que os efeitos são "próximos à neutralidade" já está de bom tamanho. 
Por causa dessa nova e inesperada notícia estou reproduzindo o link do meu artigo e análise mais recente sobre o assunto, onde vemos claramente que tal horário aumenta o consumo e é, portanto, tecnicamente pura enganação. Espera-se que isso seja de fato corrigido, pois além do aumento de gastos esse horário ainda causa muitos transtornos para quem precisa acordar cedo e ainda andar por ruas inseguras.  


Não terá sido este estudo a esclarecer as mentes e esse resultado do governo, pois até então o governo só "arrotava" vantagens do horário de verão e não abria mão disso?  

sexta-feira, 28 de julho de 2017

As pessoas têm falado sobre a questão daquele grande desprendimento de gelo que ocorreu recentemente na Antártica e sugerem que isso seja por causa do tal aquecimento global. O que tenho a dizer é que desprendimentos de gelo na Antártica são normais e constantes e se não fosse assim haveria gelo até no nordeste brasileiro. Ou seja, mais hora menos hora partes do gelo de lá vão se desprender por causa da ação normal do calor natural entre as regiões ou por causa de falhas físicas. Essa grande porção de gelo se soltou provavelmente por causa de falhas físicas. E é possível que as partes de gelo que comumente se desprendem todo ano somem mais do que essa grande parte que se soltou.
E de acordo com um trabalho publicado no final de 2015, o gelo das costas da Antártica aumentou 30 % (!) no século XX. Outro trabalho revelou que o gelo que rodeia a Antártica atingiu um novo recorde de extensão em 2015 além do que ele tem alcançado desde que registros por satélites começaram a ser feitos desde o fim da década de 1970. Segundo esse trabalho, em 2015 a extensão de gelo da Antártica excedeu 20 milhões de km2, sendo que a média máxima entre 1981 e 2010 alcançou 18,72 milhões de km2.

NOTA DE 20/10/17: A ESA (European Space Agency). em 11 de outubro de 2017, divulgou que suas missões CryoSat e Sentinel-1 descobriram enormes canyons escondidos por baixo das camadas de gelo da Antártica, sobretudo nas partes que são chamadas de 'prateleiras de gelo'. Essas prateleiras são formadas por montes de gelo sobre camadas de gelo, principalmente nas costas daquele continente e funcionam como esteiras industriais continuamente levando gelo de volta ao mar, por ação da água do mar. A camada de gelo que cobre a Antártica é, por natureza, dinâmica e está em constante movimento, mas agora ficou-se sabendo que essas prateleiras são frágeis, inclusive como evidenciado em julho de 2017 pela ruptura do gigante iceberg A68.

Como vemos, essas constatações científicas comprovam minhas considerações anteriores de que a ruptura daquele enorme iceberg foi devido a falhas físicas.      
        

quinta-feira, 8 de junho de 2017

PLAGIARISM OR IDEA THEFT AND DISHONEST STATEMENTS 

Elsevier is a giant publisher that has a long speech against plagiarism. But acts against it only when the plagiarism happens with other publishers (e.g., Retraction or http://alexexch.org/File/2012003301/En/2169.pdf). The paper by Poos and Varju (2017) published in Energy Procedia (Elsevier) contains plagiarisms, scientific errors and dishonest statements.

Furthermore, this paper is essentially the same work (same text, same figures, same equations, same system, same problems) as the one by Poos and Varju (2016) published in other conference and by Orvos, Szabo and Poos (2016).  
The main problems are that Poos and Varju (2016; 2017) and Orvos et al (2016) attributed to themselves a discovery and development made by Sartori as well as they also made many experimental and theoretical errors, copied entire sentences from Sartori (2000) without referencing them, and considered that evaporation within tubular systems is equal to the evaporation from free water surfaces. All of these situations also correspond to a very weak review process.   
Let’s see:
1) The authors state that “Sartori (2000) established three different cases for the evaporation rate in terms of temperature-based driving forces. This theory can be supplemented to four categories, where the evaporation rate can be written to these cases:”. The “four” cases referred by the authors are:
a) TW > TA    The water temperature is higher than the air temperature [evaporation]
b) TW < TA    The water temperature is lower than the air temperature [evaporation]
c) TW = TA    The water temperature is equal to the air temperature [?]
d) TD > TW The air dew point temperature is higher than the water temperature [condensation]
Sartori, in his theory published at least in Sartori (1987; 1989; 1991; 1996; 2000; 2003; 2012), did not consider only three cases of evaporation! When Sartori considered the evaporation according to TW < TA and according to TW > TA he considered the lower and upper limits of temperatures for evaporation, besides the condensation when TD > TW. Thus, if the evaporation happens from TW < TA up to when TW > TA, it is obvious that it also happens in between these limits, that is, when TW = TA (but for this case a further condition is required in order to know what happens, as shown by Sartori). Without considering this additional condition, as Poos and Varju (2016; 2017) and Orvos et al (2016) did, the case for TW = TA alone is incomplete and scientifically erroneous. Sartori (2000) considered this additional condition explicitly for the case when TW = TA and RH (relative humidity) = 100%, being this the only case when the evaporation is zero. In other words for this case, Sartori correctly considered the evaporation that happens when TW = TA and 0 ≤ RH ≤ 100%. Therefore, due to the determining influence of the RH, to consider the evaporation when TW = TA alone without the information from the RH denotes the Poos and Varju (2016; 2017) and Orvos et al (2016) incorrect understanding of the evaporation process. When TW = TA and RH < 100%, this is the same case as TW > TA. Thus, the authors did not create nor measured another case! Also, according to the erroneous authors’ thinking, there would be a case of evaporation for every degree and fraction of temperature, which makes no sense. And Poos and Varju (2016; 2017) and orvos et al (2016) cited the reference Sartori (2000) where the condition TW = TA is clearly demonstrated, but the authors intentionally did not assign this case to Sartori.
Thus, the authors cannot assume as their authorship a fourth case of evaporation, because this situation had already been considered and demonstrated by Sartori correctly. Hence, Poos and Varju and orvos et al's corresponding statements are characterized as plagiarism or idea theft.      
2) The authors’ experimental system is very similar to the one made by Raimundo et al (2014), and both do not correspond to evaporation from free water surfaces and under natural environments. On the contrary, both correspond to evaporation that happened within tubular systems with artificial flows and conditions. The heat and mass processes within tubular systems are affected by the walls of the system and do not correspond to those that happen in a free atmosphere. The internal flow is much different than an external one, also because the boundary layer conditions are very different between them. The flow within tubes is confined by the surfaces, while an external flow is not. A flow of air within a tube does not represent and reproduce the flow and the heat and mass exchanges and conditions that happen in a free atmosphere. A free water surface means a surface that is exposed to the ambient air, which one is not the case of the authors’ experiments as well as those by Raimundo et al (2014). Thus, the paper and the results cannot represent the evaporation from real free water surfaces, but Poos and Varju attribute their work as if it was valid for free water surfaces. Raimundo et al (2014) did the same.    
Sartori (2012) compared his theoretical equation for the fully turbulent air flow in forced convection with the evaporations from real and true free water surfaces of different sizes and conditions as well as compared it with the corresponding results from several well-known empirical formulas (obtained only through particular experiments, which are not valid generically – see Sartori 2006), and the Sartori equation showed to be the most accurate with very high accuracy.
3) There are many shortcomings with the measurements and results.
3.1) Many results in Table 2 present (positive) evaporation when in the reality the physical conditions show that there was condensation (‘negative’ evaporation) of the humid air onto the water surface, because the dew point temperatures Tdp of the humid air were higher than the water surface temperatures Tf, as shown in the table below:   

Run
TG
Tdp
Tf
14
50.0
28.21
27.30
20
49.9
27.67
27.60
21
50.0
34.42
25.10
27
49.8
27.70
22.70
29
50.7
31.86
26.70

This lack of accuracy generates lack of confidence on the experimental tests and results as well as on the whole work, because we can not trust on it.  
3.2) The authors said that “Its maximum volume is 5 dm3”, which is equal to 5 liters or 5 kg. So, how there were evaporations of 5.652 and 5.528 kg/m2h?
4) The work by Poos and Varju (2016; 2017) and its results cannot be confused with evaporation from a free water surface under a natural environment, because:  
4.1) Air temperatures of 50 °C and relative humidities of 20–30% are common for deserts, but not for humid places.
4.2) The authors’ result of the order of 5.652 kg/m2h is an absurdity! True free water surfaces produce such magnitudes during a day, not during an hour. For the authors’ average water surface temperature of 40 °C, such value corresponds to a released heat of 3,777 W/m2, which is 2.8 times higher than the solar constant of 1,366 W/m2, i.e., their “free water surface” releases more energy than receives from the Sun, which is impossible and a violation of the first law of thermodynamics.   
5) In the Conclusions: “In this paper, a critical review on several well-known equations employed for the calculation of evaporation rate from free water surfaces has been carried out. Both empirical and theoretical working formulas have been analysed. Since up to now there was not consensus on which equations were better to employ, a large scattering of evaporation rates has resulted”. These sentences were entirely copied from Sartori (2000) and not referenced! Another clear example of plagiarism!
6) Besides the plagiarism referred in the topic (5), the authors did not “carried out a critical review on several well-known equations employed for the calculation of the evaporation rate from free water surfaces” as well as no analyses were made on “Both empirical and theoretical working formulas”. There are no data, no equations, no tables, no graphs and no comments showing such comparisons and analyses. The authors only made a limited survey of references (most of them taken from Sartori 2000) and did not show and did not analyze and compare objectively the corresponding equations. So, since no result of this type was obtained by Poos and Varju, the authors are not authorized to state that “…a large scattering of evaporation rates has resulted”. These are others of the authors’ fake and not scientific statements!
7) The equations regarding references 7, 8, 11, 12, 13, 14, 15, 19, 21 and 24 as they appear in Table 1 of Poos and Varju (2016) were not derived by the corresponding authors, but were converted to SI Units by Sartori (2000). Nobody is authorized to present these equations in this converted way without crediting them to Sartori (2000). Some of these equations gave exhaustive work to convert their coefficients, but Poos and Varju (2016) did not give the deserved credit and for this case did not cite Sartori (2000) where they took from these converted equations. This is not an honest way to make science!      
8) The authors say that “Our future plan is to establish an equation system that can describe the phenomenon of evaporation in wide range of interpretation, taking into account the different categories”. The authors made lots of basic and scientific errors and did not show to own a sufficient and correct theoretical and experimental background on evaporation, but presumptuously intend to “establish an equation system valid for wide range of interpretation”. Sartori (2012) equation (recommended for all real free water surfaces) is valid for any real free water surface in forced convection and combined with the parameters for saline waters from Sartori (1991) equation is also valid for any salty free water surface. Sartori equations are also the only ones for evaporation that can obtain the amount of water vapor condensed (dew) onto the water surface. Sartori equations are also the only ones that can be applied to other planet or moon that have liquid water on the surface. And they take into account all of the cases or categories of evaporation.   
9) “In the cases examined, evaporation was not only consequent upon environmental impacts, but it was also assisted by the heat source of the liquid. This case has been discussed deficiently by literature on the description and calculation of evaporation”. Poos and Varju (2016; 2017) don’t know that the water temperature is the final result of all heat and mass interactions of the water body with the environmental conditions and with the physical and thermal characteristics of its container, no matter the type of the heat source. All of this is seen through the texts and equations of the Sartori models and papers on evaporation.
10) “In the course of our work, evaporation from a liquid surface was examined…”. This statement is not accurate. The authors carried out experiments only with water, not with any other liquid, contrarily to what such statement induces the readers to think. In several parts of the paper the word ‘liquid’ is employed in place of ‘water’, inducing the readers to think that the experimental results are valid for other liquid, which is not true.  
11) The dimensions of the experimental apparatus were not given. 
12) The parameters ‘Dm’, ‘a’, ‘M’ and ‘P’ were not defined and the units of qcond and qconv were not given.
13) Some references from Poos and Varju (2016) were withdrawn and the remaining ones were kept in Poos and Varju (2017), but the numbering was kept the same. For example, Sartori [4] in Poos and Varju (2017) in reality is Sartori [3]. 
14) “Sartori (1989) [9] created an equation depending on laminar, transitional and turbulent range”. The correct is “Sartori (1987, 1989, 2000) created equations depending on laminar, turbulent and transitional (or mixed) ranges, respectively”. 
The paper by Poos and Varju (2016; 2017) does not correspond to “high quality conference proceedings”, contrarily to what the journal Energy Procedia states for itself.


References:

Poos T, Varju E (2017) Dimensionless evaporation from free water surface at tubular artificial flow. EENVIRO 2016, Energy Procedia, V. 112, 366–373. 
Poos T, Varju E (2016) Determination of evaporation rate at free water surface. Conference, Budapest, Hungary.
Raimundo AM, Gaspar AR, Oliveira VM, Quintela DA (2014) Wind tunnel measurements and numerical simulations of water evaporation in forced convection airflow. International Journal of Thermal Sciences, V 86, 28–40.
Sartori E (1987) A Mathematical Model for Predicting Heat and Mass Transfer from a Free Water Surface. Proc. of the ISES Solar World Congress, Hamburg, Germany, 3160–3164.
Sartori E (1989) Prediction of the Heat and Mass Transfer from a Free Water Surface in the Turbulent Flow Case”. Proc. of the ISES Solar World Congress, Kobe, Japan, V. 3, 2343–2347.
Sartori E (1991) Evaporation from a Free Water Surface with Salt Concentration. Proc. of the ISES Solar World Congress, Denver, USA, 2347–2351.
Sartori E (1996) Solar Still versus Solar Evaporator: A Comparative Study Between their Thermal Behaviors. Solar Energy, V. 56, 199206.
Sartori E (2000) A Critical Review on Equations Employed for the Calculation of the Evaporation Rate from Free Water Surfaces. Solar Energy, V. 68, 77–89.
Sartori E (2003) Letter to the Editor, Solar Energy, V. 73, No. 6, 481.
Sartori E (2006) Convection Coefficient Equations for Forced Air Flow over Flat Surfaces. Solar Energy, V. 80/9, 1063–1071.
Sartori E (2012) The Physical Principles Elucidate Numerous Atmospheric Behaviors and Human-Induced Climatic Consequences. Open J. of Applied Sciences, V. 2, 302–318.


NOTE ON NOVEMBER 23, 2017: It was hard, extremely hard to get a publication for restoring the truth. Initially, it was very difficult to convince the Elsevier representatives to understand that the paper “Dimensionless Evaporation Rate from Free Water Surface at Tubular Artificial Flow”, by Poós and Varju, published in the Journal Energy Procedia, contains plagiarism and/or idea thefts, among other problems. First, the Elsevier representative said that the advisory editor of the journal was contacted and he did not find plagiarism. But I insisted and explained again the complaints. Then, the Elsevier representative said that a software was used to identify plagiarism and it did not detect this. Then, I explained that computer programs do not have self intelligence and thus detect only what was programmed by humans, and in this case even humans did not identify the correct situations. I also said that softwares are not scientists to detect scientific issues, and then I explained once again all the scientific situations. I also requested a Letter to the Editor to be published in the Journal, but the Elsevier representative said that Energy Procedia does not have a section for Letters to the Editor and thus nothing could be done. Then, I contacted the authors directly and they showed a more favorable position for corrections, but not without a great resistance which also brought a long scientific discussion.
Fortunately, after all difficulties, a satisfactory result was obtained and the following Corrigendum has been published regarding the authors’ article in Energy Procedia:


sábado, 11 de março de 2017

AS NUVENS, O SER HUMANO E O NOVO CICLO HIDROLÓGICO

Trabalhos publicados sobre levantamentos feitos mostraram que nas últimas décadas as nuvens e a precipitação aumentaram enquanto que a evaporação diminuiu em várias partes do mundo. Os pesquisadores empíricos do mundo todo, por terem apenas o conhecimento do ciclo natural da água que diz que a evaporação é a única fonte de água para a formação de nuvens e chuvas, não entenderam essa aparente contradição e, por isso, nomearam essa sua incompreensão de “evaporation paradox”. É claro que menos água não pode mesmo gerar mais água, pois isto contradiz a primeira lei da termodinâmica, também conhecida por lei da conservação de massa e energia, aquela que diz que “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, cujo conceito foi descoberto por Lomonosov 14 anos antes de Lavoisier. 
Alguns famosos autores de fora do Brasil, tendo apenas conhecimentos puramente empíricos e errados sobre o funcionamento da natureza e da atmosfera, tentaram entender e resolver essa questão, mas violaram esta lei, sem saberem disso também. Mesmo assim, esses autores e seus artigos publicados em revistas ditas “respeitadas” como a “Nature” e “Science”, por exemplo, receberam inúmeros reconhecimentos e prêmios do mundo todo, por terem resolvido absolutamente nada e de forma absurdamente errada e também sem significado físico algum! Isto também comprova que o mundo todo é absurdamente empírico (sem conhecimento teórico), pratica uma pseudociência nessa área e vai na onda de qualquer “abobrinha” publicada em tais (e em outras) revistas sem noção da respectiva turma. Como essa questão e essa turma são as mesmas da questão e turma do chamado aquecimento global, então, verifica-se que a ciência do aquecimento global é também uma pseudociência (e tenho muitas provas científicas sobre isso).

E foi por causa da enorme fraqueza científica de toda essa turma que descobri o Novo Ciclo Hidrológico. Essa turma colocou a bola a um metro na frente do gol sem goleiro para eu chutar, chutei a bola e fiz o gol. Mas, na ciência verdadeira não “chutei”, somente raciocinei e acertei completamente, em poucos segundos. Como menos água não pode mesmo gerar mais água, então tem que haver outra fonte de água além da evaporação e da sublimação de geleiras para a atmosfera estar gerando mais nuvens e maior precipitação. Mas, qual pode ser a fonte? Só pode ser o próprio ser humano, que criou certas tecnologias e atividades para sua sobrevivência e desenvolvimento, mas as quais têm interferido nos ciclos naturais e, assim, no clima, mas não do jeito que a pseudociência do clima do CO2 nos tem dito até hoje.

O IPCC (órgão da ONU e instância máxima oficial sobre questões climáticas do planeta) e sua turma do aquecimento “global”, por acharem que o CO2 (gás carbônico) é causa de tudo que é mal climático na atmosfera e no planeta (risível!), dizem que o vapor d’água não tem causa antropogênica, isto é, não tem causa humana. Lamentável! O IPCC considera que 99,99% da H2O no ar são de origem natural e, por isso, nenhuma desindustrialização poderia mudar a quantidade deste gás na atmosfera. Errado! Tal afirmação do IPCC claramente identifica a total falta de conhecimento teórico dessa turma! Como demonstrado em vários artigos meus, a H2O no ar também tem causa antropogênica e aumenta nuvens, umidade, chuvas e enchentes. E não se trata apenas de mudar completamente, mas de modificar parcialmente alguma coisa. É que o IPCC e sua turma só enxergam o efeito estufa, o CO2, sua radiação e não conhecem o resto. A atmosfera não é um bloco monolítico onde um fator em um lado pode ser causador de todos os fenômenos e consequências no outro. Ao contrário, é uma camada gasosa cujos processos têm múltiplas causas, variações e consequências. E os calores emitidos por certas fontes humanas também causam instabilidade atmosférica, sendo que tempestades, tornados e furacões só acontecem quando a atmosfera está instável.

A evaporação não tem sido a única fonte para a formação de nuvens e chuvas pelos seguintes motivos: a) as emissões de termoelétricas, indústrias, veículos, queimadas, incêndios florestais, etc, contêm toneladas de vapor d’água e de partículas e isso intensifica a formação de nuvens, porque estas são formadas por vapor d’água condensado que se agrega em torno de microscópicas partículas de poeira, de poluição, de florestas, biológicas, marinhas, etc, formando os núcleos das gotas de nuvens – “cloud condensation nuclei”. Então, essas partículas sobem e descem junto com a precipitação e chamo este ciclo de “ciclo da poeira”; b) as toneladas de gases emitidas para a atmosfera por essas fontes construídas pelos humanos são liberadas a altíssimas temperaturas e, então, a temperatura de ponto de orvalho do ar (temperatura do início da condensação) é alcançada mais frequentemente e daí mais vapor d’água é condensado em menos tempo e mais nuvens e chuvas se formam mais rapidamente e mais irregularmente ao redor do planeta; c) essas toneladas de vapor d’água emitidas pelas fontes acima referidas e mais as das usinas nucleares, quando entram em contato com camadas frias da atmosfera se condensam e mais nuvens e chuvas se formam. Este vapor também aumenta a umidade do ar. 
Estas causas explicam porque as nuvens, as chuvas, a umidade e as enchentes têm aumentado em praticamente todo o mundo. Uma só termelétrica de 600 MW joga para o alto mais de 50 milhões de litros de água por dia e uma usina nuclear lança cerca de 70 % a mais de água para o ar do que uma termoelétrica. Um trabalho de 2006 mostrou que o século XX ficou mais úmido e um trabalho de 2005 mostrou que quase todo o planeta ficou mais úmido nas últimas décadas. Além de outras razões dadas nos artigos científicos deste autor publicados em 2012 e 2015, essas causas também explicam porque a evaporação tem diminuído. Com mais nuvens no planeta e geradas pelo ser humano, o efeito estufa causado por uma grande cobertura de nuvens reduz o vento (descoberta feita por mim) e este reduz a evaporação ainda mais bem como remove menos calor e, assim, a energia interna do sistema é aumentada e, com isso, a temperatura do ar também aumenta e o ambiente fica quente e abafado.

O Novo Ciclo também explica porque pode haver mais secas. Os efeitos das partículas (também conhecidas como aerossóis) nas nuvens são duplos: a) elas podem gerar mais nuvens; b) elas também podem gerar menos nuvens, menos precipitação e mais secas quando os limites de saturação das nuvens para partículas forem alcançados. Em grandes regiões industrializadas, em regiões secas, em grandes campos de agricultura secos, com intensas queimadas, em áreas florestais devastadas, por exemplo, as partículas sólidas em excesso podem não encontrar suficiente vapor d’água para formarem nuvens e, assim, se acumularem na atmosfera durante um certo tempo criando uma barreira ou cobertura “sólida”. E é sabido que as partículas viajam através de continentes. Por exemplo, um artigo mostrou que as partículas de poluição da China demoram 5 dias para chegarem ao Ártico.

Ou seja, esses fatores de origem humana são justamente os que formam nuvens, chuvas, enchentes e secas e afetam o ciclo hidrológico.

A Figura 1 mostra uma recente imagem da Terra quase completamente coberta por nuvens. Pode ser visto que a Terra está realmente muito nublada. A imagem também confirma as descobertas de inúmeros trabalhos que experimentalmente verificaram a grande nebulosidade de inúmeros lugares do planeta associada com redução do vento e aumentos de temperaturas do ar locais (trabalhos descritos nos artigos científicos do presente autor).    

Fig. 1 – Imagem de satélite da NOAA/NASA a cerca de 36.000 km da Terra no dia 15 de janeiro de 2017.

Um recente relatório das Nações Unidas revela que entre 1995 e 2015, 2,3 bilhões de pessoas foram afetadas por enchentes, o que corresponde a 56% de todas as pessoas afetadas por desastres relativos ao clima – consideravelmente mais do que qualquer outro tipo de desastre climático. O relatório também diz que entre 1995 e 2015 aconteceram 3.062 enchentes, o que corresponde a 47% de todos os desastres climáticos e a 43% de todos os desastres naturais combinados, que incluem terremotos e vulcões. Secas corresponderam a 26% e 1,1 bilhão de pessoas, tempestades a 16% e 660 milhões de pessoas, temperaturas extremas a 2% e 94 milhões de pessoas, deslizamentos de terra e incêndios florestais a 8 milhões de pessoas. O relatório também alerta para uma alarmante tendência de enchentes afetando áreas cada vez mais extensas e se tornando mais severas. De acordo com o relatório, as enchentes têm atingido a Ásia e a África mais do que outros continentes e colocam um crescente perigo em outros lugares. Na América do Sul, por exemplo, 560.000 pessoas foram afetadas por enchentes em média em cada ano entre 1995 e 2004. Na década seguinte, 2005–2014, esse número aumentou para 2,2 milhões de pessoas, um aumento de quase 4 vezes. Nos primeiros 8 meses de 2015, outras 820.000 pessoas foram afetadas por enchentes na região. Nos últimos meses de 2015, rios que transbordaram forçaram cerca de 100.000 pessoas a saírem de suas casas no Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai.

Todos esses dados reais são mais do que prova e confirmação do Novo Ciclo Hidrológico, que leva em conta a participação de atividades humanas no aumento de massa de água lançada para o alto e retornada para o solo. Isto também comprova a teoria Sartori que demonstra o verdadeiro funcionamento da atmosfera e desmancha as absurdas insanidades da pseudociência do chamado aquecimento global. O novo ciclo da água está em funcionamento! Não há outra explicação física para o fato de haver mais água, mais rápida e mais irregularmente descendo do que haver mais água, mais rápida e mais irregularmente subindo. Lembrando que a crença da pseudociência do clima do CO2 e seu efeito estufa para justificar o aumento de enchentes no planeta é totalmente infundada, errônea, absurda e ingênua cientificamente, pois temperatura não cria água nem qualquer outra coisa cria água. Só mais água para cima traz mais água para baixo!  

domingo, 23 de outubro de 2016

HORÁRIO DE VERÃO: PURA ENGANAÇÃO!

ERNANI SARTORI

O governo brasileiro sempre propala aos quatro cantos que o horário de verão traz muita economia de energia, mas, ao analisarmos numérica e detalhadamente a questão vemos que isso é pura enganação. A ideia do horário de verão é a de acrescentar uma hora ao relógio para que a economia se dê na parte da tarde, pois assim sobra mais luz natural depois do expediente e, então, supostamente há menos gastos com iluminação artificial. Mas, o governo nunca diz que para isso é preciso gastar mais e muito mais de manhã. Vamos analisar as várias tabelas mostradas abaixo.       
As Tabelas 1 e 2 apresentam as horas de nascer e pôr do sol dos horários normal e do verão, respectivamente, juntamente com as diferenças DM e DT (da manhã e da tarde) bem como a diferença entre si, para o primeiro e último dia útil de cada semana durante a vigência do horário de verão 2016–2017 para a cidade de São Paulo. Apenas esses dias úteis foram adotados para não tornar as tabelas muito extensas e para representarem os gastos de luz ou energia das casas da grande massa de trabalhadores daquela capital, cujos gastos também podem valer para todo o Estado de São Paulo e outras regiões do Brasil. Considerou-se que a maior parte dos trabalhadores acorda às 5:00, que as luzes das suas casas são acesas nesta hora e permanecem assim até a hora do nascer do sol e que a maior parte das atividades profissionais começa às 7:00 e se encerra às 18:00. Essas horas do relógio valem tanto para o horário normal quanto para o horário de verão. No horário de verão a hora de inicio das atividades profissionais, incluindo escolas, continua a mesma do horário normal e isso faz uma enorme diferença. Sabemos também que na cidade de São Paulo muita gente acorda bem mais cedo para poder chegar a tempo no trabalho, porém, vou adotar duas horas de antecedência. 
Ou seja, nas Tabelas 1 e 2 serão comparados os gastos de energia da manhã com a dita economia de energia da tarde para os dias considerados da vigência do horário de verão. As tabelas referentes ao horário normal correspondem ao período do horário de verão, mas supondo que este horário não tivesse sido adotado, isto é, os dias funcionando com o horário normal. Resultados em minutos.  
Desta forma, para o horário normal, 
DM = hora nascer do sol – 5:00.                                      
DT = hora pôr do sol – 18:00.    
No horário de verão, o início e fim das atividades profissionais diárias continuam os mesmos (7:00 e 18:00) e, então, as pessoas continuam se acordando às 5:00, todas essas sendo as horas do relógio. Assim, para o horário de verão, 
DM = hora nascer do sol – 5:00                             
DT = hora pôr do sol – 18:00
Porém, no horário de verão o nascer e o pôr do sol acontecem uma hora à frente do horário normal. Por exemplo, o que era 05:32 e 18:12 passou a ser 06:32 e 19:12.

DT – DM representa a economia de energia em minutos que ocorre no período total da vigência do horário de verão, levando em conta ambos os horários.

TABELA 1 – HORÁRIO NORMAL – ACORDAR ÀS 5:00
DIA
NASCER
DM
PÔR
DT
DT-DM
17/10
05:32
32
18:12
12

21
05:28
28
18:14
14

24
05:26
26
18:15
15

28
05:23
23
18:18
18

31
05:21
21
18:19
19

04/11
05:19
19
18:22
22

07
05:17
17
18:23
23

11
05:15
15
18:26
26

14
05:14
14
18:28
28

18
05:13
13
18:31
31

21
05:12
12
18:33
33

25
05:11
11
18:36
36

28
05:11
11
18:38
38

02/12
05:11
11
18:40
40

05
05:12
12
18:43
43

09
05:13
13
18:45
45

12
05:13
13
18:47
47

16
05:15
15
18:49
49

19
05:16
16
18:51
51

23
05:18
18
18:53
53

26
05:20
20
18:55
55

30
05:22
22
18:56
56

02/01
05:24
24
18:57
57

06
05:27
27
18:58
58

09
05:29
29
18:58
58

13
05:32
32
18:59
59

16
05:34
34
18:59
59

20
05:37
37
18:58
58

23
05:39
39
18:58
58

27
05:42
42
18:57
57

30
05:44
44
18:56
56

03/02
05:47
47
18:54
54

06
05:49
49
18:52
52

10
05:51
51
18:50
50

13
05:53
53
18:48
48

17
05:56
56
18:46
46

Total

946

1.524
578


Agora começam os resultados esclarecedores. Vemos na Tabela 1 que mesmo no horário normal a economia de energia da tarde é maior do que o gasto de energia da manhã, cujos valores são 1.524 e 946, respectivamente. A diferença entre os dois números dá 578, que corresponde aos minutos de economia de luz ou energia durante a vigência do horário de verão se este horário não tivesse sido adotado.
Agora vamos olhar para a Tabela 2. Ali vemos que a economia de energia da tarde também é maior do que o gasto de energia da manhã, mas, tanto a economia da tarde quanto o gasto da manhã aumentam muito. Vemos que o gasto da manhã do horário de verão de 3.106 realmente aumenta muito e é 3,3 vezes (ou 330%) maior do que o de 946 do horário normal. Para quem precisa usar muito essas horas da manhã, a conta de luz vai aumentar muito no período. Porém, a economia da tarde também aumenta muito e na tabela vemos o valor de 3.684. Porém, vejam que a economia de energia total não mudou e continua com os mesmos 578 minutos do horário normal, dizendo-nos que o deslocamento de uma hora no relógio não reduz o consumo total, ele apenas se desloca em uma hora. No entanto, a relação 3.684/1.524 = 2,4 (ou 240%) significa que a economia de luz ou energia da tarde no horário de verão aumenta menos do que o aumento do gasto de 330% da manhã e isso explica porque o número 578 se mantém exatamente o mesmo. E também significa que o consumo de energia no horário de verão é bem maior do que no horário normal. A diferença 330 – 240 = 90% significa que no horário de verão o aumento do gasto de energia é da 90% para os dias aqui considerados. DE QUE MANEIRA ENTÃO A ECONOMIA DE ENERGIA NO HORÁRIO DE VERÃO É DE 4,5% (como o governo sempre diz) SE OS GASTOS DOS DIAS AUMENTAM 90%??

Também vemos isso verificando que para um gasto de 946 temos uma economia de 1.524/946 = 1,6 no horário normal enquanto que para um gasto de 3.106 temos uma economia de 3.684/3.106 = 1,2 no horário de verão, que significa que no horário normal a economia de energia é maior do que no horário de verão. Além disso e muito importante, a sobra de 578 minutos em ambos os horários não significa créditos que podem ser deduzidos da conta de luz, pois são minutos de energia que apenas deixam de ser gastos e isso não é sentido no bolso, mas o aumento de gastos da manhã de 3.106 – 946 = 2.160 minutos = 36 horas, correspondem sim a um real aumento na conta de luz que é sentido no bolso. E considerando todos os dias do período, esse gasto é muito maior do que 36 horas. A diferença entre 3.684 e 1.524 também dá 2.160 minutos, mais uma vez mostrando que o total do consumo é apenas deslocado e não reduzido e, também, como já vimos, esses minutos da tarde do horário de verão não são créditos para serem diminuídos da conta de energia. Esse aumento de gasto de energia na manhã chega a ser maquiavélico, pois o gasto de energia da manhã fica escondido e camuflado na suposta vantagem da tarde e, como visto aqui, dentro do mesmo gasto total. 
Só por aqui já vemos que o horário de verão serve para dar mais lucros para as empresas de energia e para o governo. Os números aqui apresentados não mentem.

TABELA 2 – HORÁRIO DE VERÃO – ACORDAR ÀS 5:00
DIA
NASCER
DM
PÔR
DT
DT-DM
17/10
06:32
92
19:12
72

21
06:28
88
19:14
74

24
06:26
86
19:15
75

28
06:23
83
19:18
78

31
06:21
81
19:19
79

04/11
06:19
79
19:22
82

07
06:17
77
19:23
83

11
06:15
75
19:26
86

14
06:14
74
19:28
88

18
06:13
73
19:31
91

21
06:12
72
19:33
93

25
06:11
71
19:36
96

28
06:11
71
19:38
98

02/12
06:11
71
19:40
100

05
06:12
72
19:43
103

09
06:13
73
19:45
105

12
06:13
73
19:47
107

16
06:15
75
19:49
109

19
06:16
76
19:51
111

23
06:18
78
19:53
113

26
06:20
80
19:55
115

30
06:22
82
19:56
116

02/01
06:24
84
19:57
117

06
06:27
87
19:58
118

09
06:29
89
19:58
118

13
06:32
92
19:59
119

16
06:34
94
19:59
119

20
06:37
97
19:58
118

23
06:39
99
19:58
118

27
06:42
102
19:57
117

30
06:44
104
19:56
116

03/02
06:47
107
19:54
114

06
06:49
109
19:52
112

10
06:51
111
19:50
110

13
06:53
113
19:48
108

17
06:56
116
19:46
106

Total

3.106

3.684
578


Mas, além dessas análises, ainda podemos fazer outras, como a de verificar o gasto de energia em minutos que as casas e a iluminação pública têm no começo do dia mais aquele do começo da noite. Para isso, o despertar acontece novamente às 5:00 da manhã e o gasto de energia vai até a hora do nascer do sol enquanto que o gasto da noite começa após o pôr do sol e vai até à próxima hora cheia da noite, isto é, 19:00 no horário normal e 20:00 no horário de verão. As horas intermediárias têm os mesmos comportamentos para ambos os horários e não entram no cômputo. Os resultados em minutos estão nas Tabelas 3 e 4. 
Desta forma, para o horário normal,
DM = hora nascer do sol – 5:00
DN =19:00 – hora pôr do sol
E, para o horário de verão,
DM = hora nascer do sol – 5:00
DN = 20:00 – hora pôr do sol 
Nas Tabelas 3 e 4, DM e DN são somados.

TABELA 3 – HORÁRIO NORMAL – ACORDAR ÀS 5:00 
DIA
NASCER
DM
PÔR
DN
DM+DN
17/10
05:32
32
18:12
48
80
21
05:28
28
18:14
46
74
24
05:26
26
18:15
45
71
28
05:23
23
18:18
42
65
31
05:21
21
18:19
41
62
04/11
05:19
19
18:22
38
57
07
05:17
17
18:23
37
54
11
05:15
15
18:26
34
49
14
05:14
14
18:28
32
46
18
05:13
13
18:31
29
42
21
05:12
12
18:33
27
39
25
05:11
11
18:36
24
35
28
05:11
11
18:38
22
33
02/12
05:11
11
18:40
20
31
05
05:12
12
18:43
17
29
09
05:13
13
18:45
15
28
12
05:13
13
18:47
13
26
16
05:15
15
18:49
11
26
19
05:16
16
18:51
9
25
23
05:18
18
18:53
7
25
26
05:20
20
18:55
5
25
30
05:22
22
18:56
4
26
02/01
05:24
24
18:57
3
27
06
05:27
27
18:58
2
29
09
05:29
29
18:58
2
31
13
05:32
32
18:59
1
33
16
05:34
34
18:59
1
35
20
05:37
37
18:58
1
38
23
05:39
39
18:58
1
40
27
05:42
42
18:57
3
45
30
05:44
44
18:56
4
48
03/02
05:47
47
18:54
6
53
06
05:49
49
18:52
8
57
s10
05:51
51
18:50
10
61
13
05:53
53
18:48
12
65
17
05:56
56
18:46
14
70
Total

946

634
1.580


TABELA 4 – HORÁRIO DE VERÃO – ACORDAR ÀS 5:00 
DIA
NASCER
DM
PÔR
DN
DM+DN
17/10
06:32
92
19:12
48
140
21
06:28
88
19:14
46
134
24
06:26
86
19:15
45
131
28
06:23
83
19:18
42
125
31
06:21
81
19:19
41
122
04/11
06:19
79
19:22
38
117
07
06:17
77
19:23
37
114
11
06:15
75
19:26
34
109
14
06:14
74
19:28
32
106
18
06:13
73
19:31
29
102
21
06:12
72
19:33
27
99
25
06:11
71
19:36
24
95
28
06:11
71
19:38
22
93
02/12
06:11
71
19:40
20
91
05
06:12
72
19:43
17
89
09
06:13
73
19:45
15
88
12
06:13
73
19:47
13
86
16
06:15
75
19:49
11
86
19
06:16
76
19:51
9
85
23
06:18
78
19:53
7
85
26
06:20
80
19:55
5
85
30
06:22
82
19:56
4
86
02/01
06:24
84
19:57
3
87
06
06:27
87
19:58
2
89
09
06:29
89
19:58
2
91
13
06:32
92
19:59
1
93
16
06:34
94
19:59
1
95
20
06:37
97
19:58
1
98
23
06:39
99
19:58
1
100
27
06:42
102
19:57
3
105
30
06:44
104
19:56
4
108
03/02
06:47
107
19:54
6
113
06
06:49
109
19:52
8
117
10
06:51
111
19:50
10
121
13
06:53
113
19:48
12
125
17
06:56
116
19:46
14
130
Total

3.106

634
3.740


Logo vemos nas Tabelas 3 e 4 e também nas Tabelas 1 e 2 que em vez das casas gastarem cerca de meia hora de luz ou energia de manhã a cada dia como acontece no horário normal, no horário de verão elas gastam cerca de uma hora e meia de luz ou energia, isto é, 86 minutos em média nos dias considerados do horário de verão contra apenas 26 minutos do horário normal. Também vemos que o gasto de energia da noite é o mesmo (634) em ambos os horários enquanto que o gasto de energia da manhã aumenta muitíssimo, isto é, de 946 para 3.106 minutos. O respectivo total de gastos para os dias considerados é de 1.580 minutos no horário normal contra 3.740 minutos no horário de verão, ou uma relação de 3.740/1.580 = 2,4 vezes (ou 240%), que correspondem a médias de 104 minutos no horário de verão contra apenas 44 minutos no horário normal. 
Na Tabela 3 também vemos que o gasto total de luz no horário normal é maior de manhã do que à noite, cuja relação é de 946/634 = 1,5. Na Tabela 4 vemos que esse gasto também é maior na parte da manhã, mas que a respectiva relação é de 3.106/634 = 4,9, ou seja, o gasto de luz aumenta muitíssimo no horário de verão.

Ou seja, a grande massa de trabalhadores que precisa sair de casa muito cedo e na escuridão e passa todo tipo de problema por causa disso, ainda tem sua conta de luz aumentada no período do horário de verão e não é por causa do ar condicionado! 
Mas, ainda tem mais. Como nem todos os integrantes das casas saem todo dia, vamos considerar que a maior parte dessa população acorda às 6:00, que nessa hora as luzes das casas são acesas e ficam assim até o nascer do sol. E, no final da tarde, há os gastos de luz ou energia desde a hora do pôr do sol até a próxima hora cheia da noite, ou seja, 19:00 no horário normal e 20:00 no horário de verão. 
Assim, para o horário normal, 
DM-N = 6:00 – hora nascer do sol 
DN-N = 19:00 – hora pôr do sol 
E para o horário de verão, 
DM-V = hora nascer do sol – 6:00 
DN-V = 20:00 – hora pôr do sol 
E para o total nos dois horários, 
SD-N = somatório dos gastos da manhã e da noite no horário normal.
SD-V = somatório dos gastos da manha e da noite no horário de verão. 

TABELA 5  GASTOS DE LUZ NOS 2 HORÁRIOS – ACORDAR ÀS 6:00
DIA
DM-N
DN-N
DM-V
DN-V
SD-N
SD-V
17/10
0
48
32
48
48
80
21
0
46
28
46
46
74
24
0
45
26
45
45
71
28
0
42
23
42
42
65
31
0
41
21
41
41
62
04/11
0
38
19
38
38
57
07
0
37
17
37
37
54
11
0
34
15
34
34
49
14
0
32
14
32
32
46
18
0
29
13
29
29
42
21
0
27
12
27
27
39
25
0
24
11
24
24
35
28
0
22
11
22
22
33
02/12
0
20
11
20
20
31
05
0
17
12
17
17
29
09
0
15
13
15
15
28
12
0
13
13
13
13
26
16
0
11
15
11
11
26
19
0
9
16
9
9
25
23
0
7
18
7
7
25
26
0
5
20
5
5
25
30
0
4
22
4
4
26
02/01
0
3
24
3
3
27
06
0
2
27
2
2
29
09
0
2
29
2
2
31
13
0
1
32
1
1
33
16
0
1
34
1
1
35
20
0
2
37
1
2
38
23
0
2
39
1
2
40
27
0
3
42
3
3
45
30
0
4
44
4
4
48
03/02
0
4
47
6
4
53
06
0
8
49
8
8
57
10
0
10
51
10
10
61
13
0
12
53
12
12
65
17
0
14
56
14
14
70
Total
0
634
946
634
634
1.580


Aqui, mais uma vez, vemos que o horário de verão aumenta muito o consumo de energia em relação ao horário normal e tem uma relação de 1.580/634 = 2,5 ou 250% a mais. Ou seja, a maioria da população que acorda às 6:00 e suas casas permanecem com as luzes acessas até o nascer do sol, também terá suas contas de luz aumentadas durante o horário de verão. 
Portanto, juntando a grande massa de trabalhadores que acorda às 5:00 com a boa parte da população que acorda às 6:00 e permanece em casa, vemos que a grande maioria da população terá suas contas de luz aumentadas no horário de verão e não é por causa do ar condicionado!
Assim, como a grande maioria da população tem seus gastos de luz e suas contas de energia aumentadas no horário de verão, como é que o governo brasileiro explica que há economia de energia para as geradoras e para o País?? E, como há maior consumo de energia no horário de verão, também há maior consumo de água das hidrelétricas, termoelétricas e nucleares. 
Desta forma, somente as casas e todos os seus integrantes que podem se acordar rigorosamente após as 7:00 todos os dias do período e que podem se divertir externamente no fim da tarde, terão redução nas contas de luz durante o horário de verão, mas esta é uma pequena parcela da população cuja economia de energia resultante não justifica a adoção desse horário. 
O governo brasileiro também faz propaganda de que no horário de verão há uma grande economia de energia nos horários de pico (manhã e noite). Ora, as horas de consumo-pico foram apenas deslocadas em uma hora e deslocamento de hora não produz redução de consumo.
As empresas, que não precisam se acordar às 5:00 ou 6:00 e têm como horário comercial o período que vai das 7:00 ou 8:00 às 18:00, não são afetadas pelo horário normal nem pelo horário de verão, porque o nascer e o pôr do sol em ambos os horários acontecem antes das 7:00 e depois das 18:00. Portanto, elas não produzem economia de energia por causa do horário de verão. 
O horário de verão propicia o deslocamento das horas de consumo-pico e, assim, evita a sobrecarga nas subestações e linhas de transmissão, mas como agora têm as termelétricas operando em algumas horas é possível que esse problema não exista mais. Além disso, a duração dos consumos de pico é de apenas alguns minutos a cada vez, sendo que no resto do dia os equipamentos de geração ficam praticamente superdimensionados. E com a escassez de água nos mananciais, aumento de consumo desnecessário e prejudicial ao povo e ao País não é o que interessa.
Se o expediente começasse às 9–10 horas da manhã, aí o horário de verão traria alguma economia de energia para a população e o País. Se o DM da Tabela 2 fosse zero porque toda a população do País se acordasse rigorosamente depois das 7:00 (teria que mudar o expediente e também os hábitos da população), a respectiva redução no gasto de energia seria de 3.106 minutos = 52 horas para os dias considerados do período. Mas, obviamente, seria mais se todos os dias do período tivessem sido considerados aqui – seria cerca de 2,7 vezes mais do que 3.106 minutos ou cerca de 140 horas. É importante ressaltar, porém, que esta seria uma economia de energia em relação aos gastos de quem se acordasse sempre às 5:00 no horário de verão, mas, para quem tivesse o costume de se acordar sempre às 7:00, independente da época do ano, a economia seria a mesma tanto no horário normal quanto no horário de  verão. E como nem o horário comercial, nem os hábitos da população, nem a organização, nem a estrutura de transportes do País mudam, a aplicação do horário de verão é completamente errada ou pura enganação.
- O "National Bureau of Standards" dos EUA revisou o horário de verão de 1976 e não achou nenhuma economia significativa de energia. 
- Em 2000 quando partes da Austrália adotaram o horário de verão a partir do fim do inverno, o consumo geral de eletricidade não diminuiu, mas o consumo-pico da manhã aumentou. 
- No oeste da Austrália durante o verão de 2006-2007, o horário de verão aumentou o consumo de eletricidade durante os dias quentes e o diminuiu durante os dias mais frios, tendo o consumo geral aumentado 0,6%.
- No Japão, uma simulação de 2007 estimou que o horário de verão aumentou o consumo geral de energia nas residências em 0,13%.
- Um estudo de 2007 mostrou que iniciar mais cedo o horário de verão teria pouco ou nenhum efeito no consumo de energia daquele ano na Califórnia.
- Um estudo de 2008 examinou os dados de consumo em Indiana antes e depois que este Estado dos EUA adotou o horário de verão em 2006 e concluiu que o horário de verão aumentou o consumo geral residencial de eletricidade de 1% a 4%.

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P. S.: O endereço específico para referenciar este artigo é 

http://sartori-aquecimentoglobal.blogspot.com/2016/10/horario-de-verao-pura-enganacao-ernani.html