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domingo, 23 de outubro de 2016

HORÁRIO DE VERÃO: PURA ENGANAÇÃO!

ERNANI SARTORI

O governo brasileiro sempre propala aos quatro cantos que o horário de verão traz muita economia de energia, mas, ao analisarmos numérica e detalhadamente a questão vemos que isso é pura enganação. A ideia do horário de verão é a de acrescentar uma hora ao relógio para que a economia se dê na parte da tarde, pois assim sobra mais luz natural depois do expediente e, então, supostamente há menos gastos com iluminação artificial. Mas, o governo nunca diz que para isso é preciso gastar mais e muito mais de manhã. Vamos analisar as várias tabelas mostradas abaixo.       
As Tabelas 1 e 2 apresentam as horas de nascer e pôr do sol dos horários normal e do verão, respectivamente, juntamente com as diferenças DM e DT (da manhã e da tarde) bem como a diferença entre si, para o primeiro e último dia útil de cada semana durante a vigência do horário de verão 2016–2017 para a cidade de São Paulo. Apenas esses dias úteis foram adotados para não tornar as tabelas muito extensas e para representarem os gastos de luz ou energia das casas da grande massa de trabalhadores daquela capital, cujos gastos também podem valer para todo o Estado de São Paulo e outras regiões do Brasil. Considerou-se que a maior parte dos trabalhadores acorda às 5:00, que as luzes das suas casas são acesas nesta hora e permanecem assim até a hora do nascer do sol e que a maior parte das atividades profissionais começa às 7:00 e se encerra às 18:00. Essas horas do relógio valem tanto para o horário normal quanto para o horário de verão. No horário de verão a hora de inicio das atividades profissionais, incluindo escolas, continua a mesma do horário normal e isso faz uma enorme diferença. Sabemos também que na cidade de São Paulo muita gente acorda bem mais cedo para poder chegar a tempo no trabalho, porém, vou adotar duas horas de antecedência. 
Ou seja, nas Tabelas 1 e 2 serão comparados os gastos de energia da manhã com a dita economia de energia da tarde para os dias considerados da vigência do horário de verão. As tabelas referentes ao horário normal correspondem ao período do horário de verão, mas supondo que este horário não tivesse sido adotado, isto é, os dias funcionando com o horário normal. Resultados em minutos.  
Desta forma, para o horário normal, 
DM = hora nascer do sol – 5:00.                                      
DT = hora pôr do sol – 18:00.    
No horário de verão, o início e fim das atividades profissionais diárias continuam os mesmos (7:00 e 18:00) e, então, as pessoas continuam se acordando às 5:00, todas essas sendo as horas do relógio. Assim, para o horário de verão, 
DM = hora nascer do sol – 5:00                             
DT = hora pôr do sol – 18:00
Porém, no horário de verão o nascer e o pôr do sol acontecem uma hora à frente do horário normal. Por exemplo, o que era 05:32 e 18:12 passou a ser 06:32 e 19:12.

DT – DM representa a economia de energia em minutos que ocorre no período total da vigência do horário de verão, levando em conta ambos os horários.

TABELA 1 – HORÁRIO NORMAL – ACORDAR ÀS 5:00
DIA
NASCER
DM
PÔR
DT
DT-DM
17/10
05:32
32
18:12
12

21
05:28
28
18:14
14

24
05:26
26
18:15
15

28
05:23
23
18:18
18

31
05:21
21
18:19
19

04/11
05:19
19
18:22
22

07
05:17
17
18:23
23

11
05:15
15
18:26
26

14
05:14
14
18:28
28

18
05:13
13
18:31
31

21
05:12
12
18:33
33

25
05:11
11
18:36
36

28
05:11
11
18:38
38

02/12
05:11
11
18:40
40

05
05:12
12
18:43
43

09
05:13
13
18:45
45

12
05:13
13
18:47
47

16
05:15
15
18:49
49

19
05:16
16
18:51
51

23
05:18
18
18:53
53

26
05:20
20
18:55
55

30
05:22
22
18:56
56

02/01
05:24
24
18:57
57

06
05:27
27
18:58
58

09
05:29
29
18:58
58

13
05:32
32
18:59
59

16
05:34
34
18:59
59

20
05:37
37
18:58
58

23
05:39
39
18:58
58

27
05:42
42
18:57
57

30
05:44
44
18:56
56

03/02
05:47
47
18:54
54

06
05:49
49
18:52
52

10
05:51
51
18:50
50

13
05:53
53
18:48
48

17
05:56
56
18:46
46

Total

946

1.524
578


Agora começam os resultados esclarecedores. Vemos na Tabela 1 que mesmo no horário normal a economia de energia da tarde é maior do que o gasto de energia da manhã, cujos valores são 1.524 e 946, respectivamente. A diferença entre os dois números dá 578, que corresponde aos minutos de economia de luz ou energia durante a vigência do horário de verão se este horário não tivesse sido adotado.
Agora vamos olhar para a Tabela 2. Ali vemos que a economia de energia da tarde também é maior do que o gasto de energia da manhã, mas, tanto a economia da tarde quanto o gasto da manhã aumentam muito. Vemos que o gasto da manhã do horário de verão de 3.106 realmente aumenta muito e é 3,3 vezes (ou 330%) maior do que o de 946 do horário normal. Para quem precisa usar muito essas horas da manhã, a conta de luz vai aumentar muito no período. Porém, a economia da tarde também aumenta muito e na tabela vemos o valor de 3.684. Porém, vejam que a economia de energia total não mudou e continua com os mesmos 578 minutos do horário normal, dizendo-nos que o deslocamento de uma hora no relógio não reduz o consumo total, ele apenas se desloca em uma hora. No entanto, a relação 3.684/1.524 = 2,4 (ou 240%) significa que a economia de luz ou energia da tarde no horário de verão aumenta menos do que o aumento do gasto de 330% da manhã e isso explica porque o número 578 se mantém exatamente o mesmo. E também significa que o consumo de energia no horário de verão é bem maior do que no horário normal. A diferença 330 – 240 = 90% significa que no horário de verão o aumento do gasto de energia é da 90% para os dias aqui considerados. DE QUE MANEIRA ENTÃO A ECONOMIA DE ENERGIA NO HORÁRIO DE VERÃO É DE 4,5% (como o governo sempre diz) SE OS GASTOS DOS DIAS AUMENTAM 90%??

Também vemos isso verificando que para um gasto de 946 temos uma economia de 1.524/946 = 1,6 no horário normal enquanto que para um gasto de 3.106 temos uma economia de 3.684/3.106 = 1,2 no horário de verão, que significa que no horário normal a economia de energia é maior do que no horário de verão. Além disso e muito importante, a sobra de 578 minutos em ambos os horários não significa créditos que podem ser deduzidos da conta de luz, pois são minutos de energia que apenas deixam de ser gastos e isso não é sentido no bolso, mas o aumento de gastos da manhã de 3.106 – 946 = 2.160 minutos = 36 horas, correspondem sim a um real aumento na conta de luz que é sentido no bolso. E considerando todos os dias do período, esse gasto é muito maior do que 36 horas. A diferença entre 3.684 e 1.524 também dá 2.160 minutos, mais uma vez mostrando que o total do consumo é apenas deslocado e não reduzido e, também, como já vimos, esses minutos da tarde do horário de verão não são créditos para serem diminuídos da conta de energia. Esse aumento de gasto de energia na manhã chega a ser maquiavélico, pois o gasto de energia da manhã fica escondido e camuflado na suposta vantagem da tarde e, como visto aqui, dentro do mesmo gasto total. 
Só por aqui já vemos que o horário de verão serve para dar mais lucros para as empresas de energia e para o governo. Os números aqui apresentados não mentem.

TABELA 2 – HORÁRIO DE VERÃO – ACORDAR ÀS 5:00
DIA
NASCER
DM
PÔR
DT
DT-DM
17/10
06:32
92
19:12
72

21
06:28
88
19:14
74

24
06:26
86
19:15
75

28
06:23
83
19:18
78

31
06:21
81
19:19
79

04/11
06:19
79
19:22
82

07
06:17
77
19:23
83

11
06:15
75
19:26
86

14
06:14
74
19:28
88

18
06:13
73
19:31
91

21
06:12
72
19:33
93

25
06:11
71
19:36
96

28
06:11
71
19:38
98

02/12
06:11
71
19:40
100

05
06:12
72
19:43
103

09
06:13
73
19:45
105

12
06:13
73
19:47
107

16
06:15
75
19:49
109

19
06:16
76
19:51
111

23
06:18
78
19:53
113

26
06:20
80
19:55
115

30
06:22
82
19:56
116

02/01
06:24
84
19:57
117

06
06:27
87
19:58
118

09
06:29
89
19:58
118

13
06:32
92
19:59
119

16
06:34
94
19:59
119

20
06:37
97
19:58
118

23
06:39
99
19:58
118

27
06:42
102
19:57
117

30
06:44
104
19:56
116

03/02
06:47
107
19:54
114

06
06:49
109
19:52
112

10
06:51
111
19:50
110

13
06:53
113
19:48
108

17
06:56
116
19:46
106

Total

3.106

3.684
578


Mas, além dessas análises, ainda podemos fazer outras, como a de verificar o gasto de energia em minutos que as casas e a iluminação pública têm no começo do dia mais aquele do começo da noite. Para isso, o despertar acontece novamente às 5:00 da manhã e o gasto de energia vai até a hora do nascer do sol enquanto que o gasto da noite começa após o pôr do sol e vai até à próxima hora cheia da noite, isto é, 19:00 no horário normal e 20:00 no horário de verão. As horas intermediárias têm os mesmos comportamentos para ambos os horários e não entram no cômputo. Os resultados em minutos estão nas Tabelas 3 e 4. 
Desta forma, para o horário normal,
DM = hora nascer do sol – 5:00
DN =19:00 – hora pôr do sol
E, para o horário de verão,
DM = hora nascer do sol – 5:00
DN = 20:00 – hora pôr do sol 
Nas Tabelas 3 e 4, DM e DN são somados.

TABELA 3 – HORÁRIO NORMAL – ACORDAR ÀS 5:00 
DIA
NASCER
DM
PÔR
DN
DM+DN
17/10
05:32
32
18:12
48
80
21
05:28
28
18:14
46
74
24
05:26
26
18:15
45
71
28
05:23
23
18:18
42
65
31
05:21
21
18:19
41
62
04/11
05:19
19
18:22
38
57
07
05:17
17
18:23
37
54
11
05:15
15
18:26
34
49
14
05:14
14
18:28
32
46
18
05:13
13
18:31
29
42
21
05:12
12
18:33
27
39
25
05:11
11
18:36
24
35
28
05:11
11
18:38
22
33
02/12
05:11
11
18:40
20
31
05
05:12
12
18:43
17
29
09
05:13
13
18:45
15
28
12
05:13
13
18:47
13
26
16
05:15
15
18:49
11
26
19
05:16
16
18:51
9
25
23
05:18
18
18:53
7
25
26
05:20
20
18:55
5
25
30
05:22
22
18:56
4
26
02/01
05:24
24
18:57
3
27
06
05:27
27
18:58
2
29
09
05:29
29
18:58
2
31
13
05:32
32
18:59
1
33
16
05:34
34
18:59
1
35
20
05:37
37
18:58
1
38
23
05:39
39
18:58
1
40
27
05:42
42
18:57
3
45
30
05:44
44
18:56
4
48
03/02
05:47
47
18:54
6
53
06
05:49
49
18:52
8
57
s10
05:51
51
18:50
10
61
13
05:53
53
18:48
12
65
17
05:56
56
18:46
14
70
Total

946

634
1.580


TABELA 4 – HORÁRIO DE VERÃO – ACORDAR ÀS 5:00 
DIA
NASCER
DM
PÔR
DN
DM+DN
17/10
06:32
92
19:12
48
140
21
06:28
88
19:14
46
134
24
06:26
86
19:15
45
131
28
06:23
83
19:18
42
125
31
06:21
81
19:19
41
122
04/11
06:19
79
19:22
38
117
07
06:17
77
19:23
37
114
11
06:15
75
19:26
34
109
14
06:14
74
19:28
32
106
18
06:13
73
19:31
29
102
21
06:12
72
19:33
27
99
25
06:11
71
19:36
24
95
28
06:11
71
19:38
22
93
02/12
06:11
71
19:40
20
91
05
06:12
72
19:43
17
89
09
06:13
73
19:45
15
88
12
06:13
73
19:47
13
86
16
06:15
75
19:49
11
86
19
06:16
76
19:51
9
85
23
06:18
78
19:53
7
85
26
06:20
80
19:55
5
85
30
06:22
82
19:56
4
86
02/01
06:24
84
19:57
3
87
06
06:27
87
19:58
2
89
09
06:29
89
19:58
2
91
13
06:32
92
19:59
1
93
16
06:34
94
19:59
1
95
20
06:37
97
19:58
1
98
23
06:39
99
19:58
1
100
27
06:42
102
19:57
3
105
30
06:44
104
19:56
4
108
03/02
06:47
107
19:54
6
113
06
06:49
109
19:52
8
117
10
06:51
111
19:50
10
121
13
06:53
113
19:48
12
125
17
06:56
116
19:46
14
130
Total

3.106

634
3.740


Logo vemos nas Tabelas 3 e 4 e também nas Tabelas 1 e 2 que em vez das casas gastarem cerca de meia hora de luz ou energia de manhã a cada dia como acontece no horário normal, no horário de verão elas gastam cerca de uma hora e meia de luz ou energia, isto é, 86 minutos em média nos dias considerados do horário de verão contra apenas 26 minutos do horário normal. Também vemos que o gasto de energia da noite é o mesmo (634) em ambos os horários enquanto que o gasto de energia da manhã aumenta muitíssimo, isto é, de 946 para 3.106 minutos. O respectivo total de gastos para os dias considerados é de 1.580 minutos no horário normal contra 3.740 minutos no horário de verão, ou uma relação de 3.740/1.580 = 2,4 vezes (ou 240%), que correspondem a médias de 104 minutos no horário de verão contra apenas 44 minutos no horário normal. 
Na Tabela 3 também vemos que o gasto total de luz no horário normal é maior de manhã do que à noite, cuja relação é de 946/634 = 1,5. Na Tabela 4 vemos que esse gasto também é maior na parte da manhã, mas que a respectiva relação é de 3.106/634 = 4,9, ou seja, o gasto de luz aumenta muitíssimo no horário de verão.

Ou seja, a grande massa de trabalhadores que precisa sair de casa muito cedo e na escuridão e passa todo tipo de problema por causa disso, ainda tem sua conta de luz aumentada no período do horário de verão e não é por causa do ar condicionado! 
Mas, ainda tem mais. Como nem todos os integrantes das casas saem todo dia, vamos considerar que a maior parte dessa população acorda às 6:00, que nessa hora as luzes das casas são acesas e ficam assim até o nascer do sol. E, no final da tarde, há os gastos de luz ou energia desde a hora do pôr do sol até a próxima hora cheia da noite, ou seja, 19:00 no horário normal e 20:00 no horário de verão. 
Assim, para o horário normal, 
DM-N = 6:00 – hora nascer do sol 
DN-N = 19:00 – hora pôr do sol 
E para o horário de verão, 
DM-V = hora nascer do sol – 6:00 
DN-V = 20:00 – hora pôr do sol 
E para o total nos dois horários, 
SD-N = somatório dos gastos da manhã e da noite no horário normal.
SD-V = somatório dos gastos da manha e da noite no horário de verão. 

TABELA 5  GASTOS DE LUZ NOS 2 HORÁRIOS – ACORDAR ÀS 6:00
DIA
DM-N
DN-N
DM-V
DN-V
SD-N
SD-V
17/10
0
48
32
48
48
80
21
0
46
28
46
46
74
24
0
45
26
45
45
71
28
0
42
23
42
42
65
31
0
41
21
41
41
62
04/11
0
38
19
38
38
57
07
0
37
17
37
37
54
11
0
34
15
34
34
49
14
0
32
14
32
32
46
18
0
29
13
29
29
42
21
0
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11
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0
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11
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0
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4
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0
8
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8
8
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10
0
10
51
10
10
61
13
0
12
53
12
12
65
17
0
14
56
14
14
70
Total
0
634
946
634
634
1.580


Aqui, mais uma vez, vemos que o horário de verão aumenta muito o consumo de energia em relação ao horário normal e tem uma relação de 1.580/634 = 2,5 ou 250% a mais. Ou seja, a maioria da população que acorda às 6:00 e suas casas permanecem com as luzes acessas até o nascer do sol, também terá suas contas de luz aumentadas durante o horário de verão. 
Portanto, juntando a grande massa de trabalhadores que acorda às 5:00 com a boa parte da população que acorda às 6:00 e permanece em casa, vemos que a grande maioria da população terá suas contas de luz aumentadas no horário de verão e não é por causa do ar condicionado!
Assim, como a grande maioria da população tem seus gastos de luz e suas contas de energia aumentadas no horário de verão, como é que o governo brasileiro explica que há economia de energia para as geradoras e para o País?? E, como há maior consumo de energia no horário de verão, também há maior consumo de água das hidrelétricas, termoelétricas e nucleares. 
Desta forma, somente as casas e todos os seus integrantes que podem se acordar rigorosamente após as 7:00 todos os dias do período e que podem se divertir externamente no fim da tarde, terão redução nas contas de luz durante o horário de verão, mas esta é uma pequena parcela da população cuja economia de energia resultante não justifica a adoção desse horário. 
O governo brasileiro também faz propaganda de que no horário de verão há uma grande economia de energia nos horários de pico (manhã e noite). Ora, as horas de consumo-pico foram apenas deslocadas em uma hora e deslocamento de hora não produz redução de consumo.
As empresas, que não precisam se acordar às 5:00 ou 6:00 e têm como horário comercial o período que vai das 7:00 ou 8:00 às 18:00, não são afetadas pelo horário normal nem pelo horário de verão, porque o nascer e o pôr do sol em ambos os horários acontecem antes das 7:00 e depois das 18:00. Portanto, elas não produzem economia de energia por causa do horário de verão. 
O horário de verão propicia o deslocamento das horas de consumo-pico e, assim, evita a sobrecarga nas subestações e linhas de transmissão, mas como agora têm as termelétricas operando em algumas horas é possível que esse problema não exista mais. Além disso, a duração dos consumos de pico é de apenas alguns minutos a cada vez, sendo que no resto do dia os equipamentos de geração ficam praticamente superdimensionados. E com a escassez de água nos mananciais, aumento de consumo desnecessário e prejudicial ao povo e ao País não é o que interessa.
Se o expediente começasse às 9–10 horas da manhã, aí o horário de verão traria alguma economia de energia para a população e o País. Se o DM da Tabela 2 fosse zero porque toda a população do País se acordasse rigorosamente depois das 7:00 (teria que mudar o expediente e também os hábitos da população), a respectiva redução no gasto de energia seria de 3.106 minutos = 52 horas para os dias considerados do período. Mas, obviamente, seria mais se todos os dias do período tivessem sido considerados aqui – seria cerca de 2,7 vezes mais do que 3.106 minutos ou cerca de 140 horas. É importante ressaltar, porém, que esta seria uma economia de energia em relação aos gastos de quem se acordasse sempre às 5:00 no horário de verão, mas, para quem tivesse o costume de se acordar sempre às 7:00, independente da época do ano, a economia seria a mesma tanto no horário normal quanto no horário de  verão. E como nem o horário comercial, nem os hábitos da população, nem a organização, nem a estrutura de transportes do País mudam, a aplicação do horário de verão é completamente errada ou pura enganação.
- O "National Bureau of Standards" dos EUA revisou o horário de verão de 1976 e não achou nenhuma economia significativa de energia. 
- Em 2000 quando partes da Austrália adotaram o horário de verão a partir do fim do inverno, o consumo geral de eletricidade não diminuiu, mas o consumo-pico da manhã aumentou. 
- No oeste da Austrália durante o verão de 2006-2007, o horário de verão aumentou o consumo de eletricidade durante os dias quentes e o diminuiu durante os dias mais frios, tendo o consumo geral aumentado 0,6%.
- No Japão, uma simulação de 2007 estimou que o horário de verão aumentou o consumo geral de energia nas residências em 0,13%.
- Um estudo de 2007 mostrou que iniciar mais cedo o horário de verão teria pouco ou nenhum efeito no consumo de energia daquele ano na Califórnia.
- Um estudo de 2008 examinou os dados de consumo em Indiana antes e depois que este Estado dos EUA adotou o horário de verão em 2006 e concluiu que o horário de verão aumentou o consumo geral residencial de eletricidade de 1% a 4%.

= = = = = = =

P. S.: O endereço específico para referenciar este artigo é 

http://sartori-aquecimentoglobal.blogspot.com/2016/10/horario-de-verao-pura-enganacao-ernani.html

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

GEOCENTRISMO E CARBONISMO: A HISTÓRIA SE REPETE 
O geocentrismo foi a crença da ciência ou teoria que colocava a Terra no centro do Universo e que todos os corpos celestes giravam em torno dela. Isto era assim crível porque o Sol, a Lua, as estrelas e os planetas apareciam girando em torno da Terra a cada dia e também porque a Terra parecia não se mover sob a perspectiva de um observador e, por isso, achavam que ela era fixa, estável e imóvel. Esses pensamentos duraram cerca de 1500 anos desde a Grécia antiga e onde se incluem os notáveis (mas errados) sistemas astronômicos de Aristóteles e Ptolomeu, até o fim do século XVI quando essa crença foi gradualmente superada pela teoria do heliocentrismo de Copérnico, Galileu e Kepler em que o Sol é colocado como o centro do Universo em sentido amplo e no centro do sistema solar em sentido restrito. Então, quando o Brasil foi descoberto ainda vigorava o geocentrismo.
E houve muita resistência para a nova teoria se tornar realidade como também muita coisa aconteceu antes disso. O Galileu, por exemplo, foi condenado pela Inquisição a prisão domiciliar vitalícia por heresia. Como alguém poderia ousar duvidar de toda a ciência e de todo o conhecimento vigente?? Certamente, havia as respectivas publicações e comunicações que eram tidas como as mais respeitadas e eram seguidas por governos, reinados, políticos, papados, instituições, professores, pesquisadores, escolas, etc, todos enfim. E ai de quem duvidasse desse imenso e estabelecido conhecimento e poder! Algumas pessoas influentes começaram a ficar a favor da teoria de Galileu, mas muitas pessoas consideravam que uma nova e desconhecida teoria não poderia subverter o consenso sobre o geocentrismo. Mas, apareceu alguém para derrubar os conceitos vigentes e demonstrar cientificamente que tudo aquilo estava errado.         
Agora estamos vivendo a época do “carbonismo”, isto é, do “aquecimento global ou das mudanças climáticas causadas pelo gás carbônico”. Vejam como é tamanha a aberração e ingenuidade científica de dita “ciência” em seus pontos mais básicos. A própria NASA, por exemplo, guru da pseudociência do clima, coloca em sua página oficial da internet os conceitos rudimentares e incipientes do século XIX como sendo sua base de sustentação científica para justificar a adoção do CO2 como poder supremo para causar aquecimento global e outras mudanças climáticas. Ela justifica a importância do CO2 da seguinte forma: “Na década de 1860, John Tyndall reconheceu a existência de um efeito estufa da Terra e sugeriu que mudanças na composição da atmosfera poderiam trazer mudanças climáticas. Em 1896, um artigo do sueco Svante Arrhenius especulou pela primeira vez que mudanças nos níveis do CO2 na atmosfera poderiam alterar a temperatura do ar através do efeito estufa”.
Vejam bem, Tyndall apenas sugeriu que mudanças na composição da atmosfera poderiam trazer mudanças climáticas e não determinou nenhum gás nem nenhum poder seu. Arrhenius apenas especulou que mudanças nos níveis do CO2 na atmosfera poderiam alterar a temperatura do ar através do efeito estufa. Arrhenius, em seu famoso artigo, gastou quase todo o espaço tentando obter as bandas de absorção de radiação do CO2 e do vapor d’água, questão que hoje em dia está bem definida e colocada num gráfico muito claro e completo que demonstra que o CO2 não tem maior poder de absorção de radiação do que o vapor d’água, aliás, é cerca de 10 vezes menor além de que sua concentração é cerca de 100 vezes menor. Ele também limitou a atmosfera só a dois gases bem como limitou a temperatura do ar como sendo consequência unicamente da radiação e do seu efeito estufa, como faz essa turma de empíricos até hoje, mas não é assim, como vemos nos artigos ‘taco de hóquei’ e "O Sol não é a única fonte de calorNo resto do artigo ele faz conjecturas sobre climas de eras passadas, aliás, seu artigo é caracterizado essencialmente por suposições.
E a própria NASA não menciona mais nenhum avanço no conhecimento sobre tal poder do CO2 e sobre o verdadeiro funcionamento da atmosfera, o que significa que ela e toda essa pseudociência ainda usam tais rudimentares e incipientes conceitos do século XIX. É inacreditável que toda essa multidão de cientistas (empíricos, porém) não tenha conseguido durante todo esse tempo avançar nem um milímetro a mais nesse conhecimento teórico e ainda use um conhecimento atrasado. Mesmo assim, essa pseudociência se auto-determina detentora dos destinos da humanidade, mesmo não possuindo ciência verdadeira. E faz isso juntamente com suas revistas que rejeitam todo avanço que não vai de encontro com a crença do carbonismo.
Para amparar suas escolhas, essa pseudociência também criou os próprios e particulares conceitos e métodos empíricos para sustentarem suas crenças, como por exemplo, o "feedback", mas os quais não têm suporte nos verdadeiros princípios físicos. E essa “ciência” empírica ainda conta com o intenso apoio da imprensa nacional e internacional e dos governos e demais instituições que seguem um suposto “consenso” e embarcam na mesma “ciência”. Hoje em dia essa turma diz o que bem entende violando as leis da física, mas não precisa provar nada e nada acontece. Como então alguém ousa duvidar de toda a “ciência” e de todo o “conhecimento” e poder vigente atual?? Certamente, há as respectivas publicações que são tidas como respeitadas e são seguidas por governos, reinados, políticos, papado, instituições, professores, pesquisadores, cursos, universidades, etc, quase todos, enfim. E ai de quem duvidar desse imenso e “estabelecido” “consenso” e poder! Os integrantes dessa pseudociência, inclusive, falam abertamente que eles devem dificultar ao máximo todos os que são céticos e se opõem aos conceitos deles e ao pensamento único. O Al Gore, porta-voz político da pseudociência do clima, inclusive, disse: “É preciso punir os negadores das mudanças climáticas [causadas pelo CO2]”. É a Inquisição de volta! Isso não é ciência! Por outro lado, a verdadeira ciência está sempre aberta a novos conhecimentos e incentiva o questionamento para sempre avançar.  
Mas, apareceu alguém para derrubar os conceitos vigentes e demonstrar cientificamente que tudo isso está errado. Nos meus respectivos artigos internacionais e nacionais, demonstro como a atmosfera realmente funciona e cujo conjunto de conhecimentos, apesar de ser a verdade física, forma uma nova teoria sobre a questão e sobre a influência humana no clima. Por incrível que pareça, o ser humano pode sim interferir nos ciclos naturais e no clima, mas não do jeito que nos dizem até hoje. Por exemplo, não são os gases de efeito estufa que determinam mudanças de comportamentos do ar, mas os balanços de massa e energia da atmosfera e onde o ser humano pode sim interferir. E os múltiplos e distintos fenômenos atmosféricos não são comandados por um efeito estufa, inda mais por um irrisório como o produzido pelo gás carbônico, como demonstrado por mim nos artigos internacionais e nacionais. Graças a esses corretos entendimentos da física da atmosfera é que descobri o Novo Ciclo Hidrológico. Essas descobertas sobre a atmosfera são marcantes e mudam o errôneo entendimento da pseudociência do clima do CO2 e consequentemente o mundo. Com o pífio conhecimento teórico, essa pseudociência jamais descobriria o novo ciclo da água, entre outras coisas.
Apesar de muitas pessoas individualmente já não acreditarem mais na pseudociência do clima do CO2 por diversos motivos incluindo muitas fraudes (ex.: Climategate, ‘taco de hoquei’, NASAGATE) governos, instituições, universidades, cursos, políticos e a mídia ainda não conhecem e não entendem o novo assunto (mas nem conhecem e nem entendem o antigo também) e por isso consideram que uma nova e desconhecida teoria (embora esteja fundamentada nos verdadeiros princípios físicos e com provas teóricas e experimentais), não pode subverter o fabricado e imposto “consenso” sobre o carbonismo. Ao mesmo tempo, a turma da pseudociência impede que novos conhecimentos apareçam e se estabeleçam, para manter seu status quo. Suas revistas predadoras da verdadeira ciência não permitem artigos contrários ao carbonismo, mesmo tudo sendo física, gráfica e matematicamente demonstrado e confirmado com dados experimentais. Os editores dessas revistas têm a obrigação ética escrita de submeter a revisores todos os artigos recebidos, mas quando encontram algo contrário ao que dizem, eles fazem censura prévia e respondem: “Eu devia mandar seu artigo para os revisores, mas não vou fazer isso”. Se tivessem argumentos científicos verdadeiros teriam condições de provar o contrário, mas não têm, por isso afastam pela força. Essa turma mafiosa demonstra claramente que não é ciência verdadeira o que faz. Porém, o caminho está traçado e espera-se que a verdade científica prevaleça.

sábado, 30 de julho de 2016

“CIÊNCIA” QUE NÃO SE SUSTENTA
O IOP – Institute of Physics – possui uma revista na área ambiental que tem um site onde comentários sobre os artigos publicados são permitidos.
Então, recentemente, coloquei um comentário sobre um artigo, mas não propriamente sobre o artigo, mas sim sobre um conceito físico que ele contém o qual é uma das bases da “ciência” empírica sobre o aquecimento “global” ou mudanças climáticas causadas pelo CO2. O conceito contido no artigo é: “…enquanto que o aumento de chuvas é mais provavelmente conectado a uma atmosfera mais quente sendo apta a sustentar mais umidade e um ciclo da água aumentado”.
Como tal conceito é errôneo e, sendo um cientista, tenho o dever de fazer o mundo conhecer sobre a ciência correta para o bem da espécie humana. Embora tal ciência empírica é baseada em conceitos completamente errôneos, mesmo assim ela comanda os destinos do mundo, por conta de sua política predatória, não por força de sua ciência. Por causa disso e muito mais, ela não quer perder seu status quo mesmo que isso aconteça para o grande prejuízo da humanidade. Portanto, como esperado e como eles já fizeram isso outras vezes, desta vez removeram os comentários de novo. Sempre que os comentários batem nas feridas dos conceitos deles que são muito particulares e não conectados à verdadeira teoria, eles os removem ditatorialmente. Eu os inseri novamente e, então, eles o removeram de novo e fecharam os comentários para aquele artigo. Uma ciência verdadeira precisa ser objetiva, científica, impessoal e aberta a novos conhecimentos e foi isso o que fiz em meus comentários.
Muitas pessoas, muitos países e a imprensa falam e exigem sobre democracia e liberdade de expressão, mas quando chegam as vezes deles de provarem o que afirmam e exigem, eles agem ditatorialmente, mesmo quando o objetivo é só a ciência. E os editores do site têm todo o espaço e oportunidades de fazerem suas contestações científicas, mas não as fizeram, mostrando também não terem argumentos científicos para fazerem frente aos meus argumentos e, por isso, fecharam os comentários pela força.
E, infelizmente, o pessoal da referida área empírica não pratica democracia e a verdadeira ciência e continua praticando uma ciência errônea indefinidamente.
Também importante a dizer é que um instituto de física, o qual o mundo espera que tenha uma alta ciência e um alto conhecimento sobre os conceitos físicos, na realidade somente repete uma “ciência” montada erroneamente por outros sobre os comportamentos atmosféricos. E pior, não deixa ninguém mostrar a verdadeira ciência, isto também válido para suas revistas. Tais atitudes somente fortalecem meu trabalho e minhas convicções sobre meus desenvolvimentos teóricos, os quais também são sempre confirmados por dados reais. 
Meus comentários foram os seguintes (traduzidos):
Título: “Atmosfera mais quente e ciclo da água aumentado”
A ciência sobre mudanças climáticas (causadas pelo CO2 – ridículo – os múltiplos fenômenos atmosféricos não são comandados por um efeito estufa – principalmente por um desprezível) depende quase exclusivamente de observações específicas e de métodos particulares não conectados à teoria verdadeira, é essencialmente baseada em conceitos físicos errôneos e, pior, ela não aprende como melhorá-los e não usa as referências certas para fazer as correções. As revistas de tal ciência, embora tenham revisão por pares (peer-review), também não conhecem os princípios físicos verdadeiros e disseminam uma ciência errônea.
Vamos ver o caso presente.
1. Sim, um ar mais quente tem a capacidade de absorver ou sustentar mais umidade, mas ele sustenta mais umidade somente se houver mais água para adicionar. Ou seja, não significa que tal ar tenha mais umidade. Se um ar mais quente fosse suficiente para possuir mais água, o Saara seria o lugar mais úmido do planeta. Ou seja, calor não cria água! E tal ciência viola a primeira lei da termodinâmica e da natureza.
2.  É sabido que há um aumento de chuvas em muitas partes do mundo. Assim, uma vez que calor não cria água, de onde então vem mais chuva? É da evaporação? Tal ciência responde ‘sim’ para essa pergunta, mas a resposta certa é NÃO! Não porque uma maior temperatura do ar DECRESCE a evaporação e não aumenta como essa ciência empírica pensa! E combinada com maior umidade ela a decresce ainda mais. E isto é confirmado por medições que mostram que nas últimas décadas a evaporação diminuiu em muitas partes do mundo. Encontrem essa informação nos artigos que tratam sobre o tal “paradoxo” da evaporação. E tal ‘paradoxo’ também não existe, porque tal afirmação e as respectivas “soluções” empíricas se referem a outra falta de conhecimento sobre os verdadeiros princípios físicos da atmosfera. Portanto, há menos evaporação e mais chuvas. Como é isso possível? Tudo isso é explicado em profundidade nos respectivos artigos internacionais de Sartori.
3.   Tal ciência acha que há um ciclo da água aumentado. Mas, o ciclo da água natural ou convencional diz que ‘Precipitação = Evaporação’. Como é essa igualdade possível se há menos evaporação e mais precipitação? Como pode menos evaporação aumentar as nuvens (medições também mostram que o planeta está mais fechado por nuvens), a precipitação e o ciclo da água? Obviamente, há uma outra falta de entendimento sobre os verdadeiros princípios físicos.
4.  Menos evaporação não pode realmente gerar mais precipitação. Mas, tal ciência acredita nesta possibilidade. Erroneamente porque ela não lê os artigos certos para aprender mais para o beneficio da humanidade. A explicação é que há um NOVO CICLO HIDROLÓGICO, descoberto por Sartori, o qual resolve tudo sobre esse assunto.
O novo ciclo da água estabelece que        
Precipitação = Evaporação + Água adicionada por atividades humanas.
Esta equação equaliza o balanço de massa da atmosfera e explica porque enquanto há menos evaporação também há mais nuvens e mais precipitação em algumas partes do mundo. Por exemplo, uma só termoelétrica de 600 MW pode lançar para a atmosfera cerca de 50.400.000 litros de água por dia. Uma usina nuclear manda para o ar mais de 80% de água do que uma termelétrica. Mas, estas influências humanas são diretas, não indiretas devido a certos gases, como nos têm sido dito até hoje. Saibam também nos artigos do Sartori que o Sol não é a única fonte de calor para a atmosfera. Somente como calor latente (ainda tem mais por radiação e convecção), essa usina emite 1.884.083 vezes (!) a energia solar de 700 W/m2, que é uma alta radiação solar.
5.  Leiam os artigos “The Physical Principles Elucidate Numerous Atmospheric Behaviors” e “Climate Changes: How the Atmosphere Really Works”, publicado em uma revista que tem verdadeiramente revisão por pares e, por favor, não continuem usando conceitos errôneos. E, também, por favor, sejam honestos em referenciarem os artigos para o beneficio da humanidade.

domingo, 3 de julho de 2016

OS INFUNDADOS GRAUS DO CLIMA DO CO2  
Goebbels, ministro das comunicações do Hitler, dizia que uma mentira repetida mil vezes se torna uma verdade. E na pseudociência do clima do CO2 não há nada, nada mesmo, que sustente cientificamente o que essa turma afirma e faz o mundo repetir sem cessar. São políticos, governos, professores, universidades, cursos, revistas, reinados, papado, populações, mídia, instituições, etc, etc, que, sem terem o conhecimento científico adequado, repetem automaticamente o que recebem e leem e assim conduzem o mundo a rumos errôneos. Desta forma, uma “ciência” que não tem nenhuma sustentação científica move o mundo. Como é insana e sem noção essa humanidade! Mas, não é só isso. As multidões de pesquisadores dessa turma se sentem muito à vontade para publicarem sua infinidade de artigos sem terem a necessidade de provar nada, bastando apenas e tão somente citarem que o CO2 é o responsável por tudo o que dizem nas mais diferentes e esquisitas situações. E isso basta para que os artigos sejam aceitos automaticamente ao mesmo tempo em que os artigos de quem os questionam não são aceitos nas revistas deles. E, assim, tal “ciência” se perpetua.
Mas, os conceitos que essa pseudociência usa são tão simples e frágeis para serem derrubados, científica e moralmente. Já começa com o “Climategate”, a ação de hackers que em 2009 invadiram servidores da Universidade East Anglia (Inglaterra) e vazaram emails de pesquisadores combinando como manipular informações para fazerem o mundo crer que as temperaturas estavam aumentando quando na verdade estavam decrescendo. E esses pesquisadores eram ou são os responsáveis pelos relatórios do IPCC, órgão da ONU e instância máxima oficial do clima no mundo. E o mundo e a mídia ainda confiam numa gente dessa. E consequências climáticas por certas ações humanas não estão somente na temperatura e, muitas vezes, nem estão nela, pois são muitas causas e efeitos diferentes. A atmosfera não é um bloco monolítico! O Novo Ciclo Hidrológico que descobri, por exemplo, mostra que questões como enchentes podem não ser resultados de temperaturas.
Na linha das questões éticas dessa turma também tem o NASAGATE, cujo órgão da administração federal dos EUA alterou flagrantemente gráficos de temperaturas do planeta para fazer o mundo crer que as temperaturas estavam subindo quando na verdade estavam descendo. Como alguém ainda confia no que essa turma diz?
Também demonstrei nos meus artigos internacionais relacionados ao lado e em outros em português que o gráfico "taco de hóquei", que relaciona temperaturas com os níveis de CO2 e, consequentemente, com os respectivos níveis de radiação e representa a base de sustentação da “ciência” climática do CO2, é cientificamente errôneo e falso porque a temperatura do ar não depende apenas da radiação de calor assim como o sol não é a única fonte de calor para a atmosfera. Cadê os cientistas do mundo para entenderem isso e não darem respaldo a uma ciência infundada com tantos erros absurdos, com tanto desconhecimento da teoria básica e fraudes? Na verdade, há contestações, mas feitas do mesmo modo empírico e genérico e que cometem os mesmos erros. Enquanto isso, desenvolvi a teoria inédita, fisicamente correta, consistente, coerente e transparente. Mas, aquela turma não entende nada, absolutamente nada que não seja estritamente empírico. Só pra dar um exemplo clássico: artigos teóricos têm seus tópicos específicos, mas os editores das revistas dessa turma empírica e teoricamente ignorante, invariavelmente mandam incluir nos artigos os tópicos “Materiais e métodos”. Ora, esses tópicos servem apenas para trabalhos experimentais/empíricos, mas não necessariamente para trabalhos teóricos. E isso é tão básico, mas eles não sabem e não enxergam. É risível.

A pseudo e fraudulenta ciência afirma que a temperatura do ar para todo o planeta aumentou 0,8 ºC em relação às temperaturas do século XX por causa do CO2. Sobre isso tem muita coisa a dizer. Em relação à sua veracidade e confiabilidade já falei acima. E continua que essa turma considera uma temperatura média para o planeta como sendo de 14,3 ºC. Conforme falei diretamente para o diretor do GISS da NASA, essa temperatura não reflete a verdade, pois as temperaturas médias da América do Sul, África e Austrália são muito mais altas do que esse valor e ele concordou. Então, tal aumento não tem credibilidade científica e também não pode ser considerado global. A atmosfera e a superfície da Terra não se comportam uniformemente em tempo e espaço. E a influência do CO2 na temperatura do ar é de menos de um por cento, como demonstrei física e matematicamente nos artigos internacionais.
Além disso, os valores de CO2 sobre os quais essa turma diz que tal aumento é fruto, também não são confiáveis e não são únicos para o planeta, pois, por exemplo, os níveis de CO2 sobre a Amazônia são muito maiores do que os respectivos níveis sobre o Saara e são inversamente proporcionais às respectivas temperaturas.
E, muito antes de poder causar qualquer aquecimento, níveis altos de CO2 podem aniquilar populações por privação de oxigênio, sufocamento.               
Mas, como para essa turma basta falar sem provar nada ela usa imagens e números isolados para alarmar. E o mundo repete tudo sem exigir comprovação científica de nada nem sobre como mero 0,8 ºC seja capaz de causar tanto desastre, como enchentes, secas, nível do mar, tornados, furacões, geleiras e o ‘escambau’. Vamos ver de per si.
Primeiro: as temperaturas chegam a variar 10–20 ºC diariamente e as médias do dia sobem e não acontece nenhuma catástrofe por causa disso, como então apenas 0,8 ºC homogêneo causaria tanta coisa?
Segundo: temperatura ou calor não criam água, isso viola as leis da física, então não podem causar enchentes. Se temperatura ou calor criassem água, o Saara seria o lugar mais úmido do planeta!
Terceiro: ventos ou movimentos do ar só acontecem porque há diferenças de temperaturas no ar, não apenas temperaturas. Supondo ser verdade que a temperatura do planeta aumentou 0,8 ºC globalmente, então isso significa que esse aumento deve ser considerado uniforme em todo o globo e, portanto, não causa nenhuma diferença de temperatura significativa e, logo, não causa nenhuma catástrofe. Supondo que existam tais mínimas diferenças de temperaturas, essas ínfimas diferenças como supostamente as de 0,8 ºC e 2 ºC (“prevista” para 2100) são capazes de causar ínfimos e imperceptíveis movimentos do ar. Somente grandes diferenças de temperaturas são capazes de causar grandes e fortes deslocamentos do ar.
Posso obter por cálculos as velocidades dos ventos de acordo com as temperaturas. Por exemplo, para o furacão Catarina ocorrido no Brasil em 2004, a divulgada velocidade do vento foi de 180 km/h e para essa velocidade a temperatura do ar em bolsões teve de ser da ordem de 230 ºC, como calculei. Para o furacão Katrina ocorrido em 2005 nos EUA, a divulgada velocidade do vento foi de 280 km/h e para essa velocidade a temperatura do ar em bolsões teve de ser da ordem de 360 ºC, como calculei. Como vemos, 0,8 ºC ou 2 ºC, suposta e erroneamente em decorrência do CO2, não têm capacidade de nada. Ao contrário disso essas altas temperaturas são perfeitamente compatíveis com as temperaturas produzidas diretamente por termelétricas, que lançam milhões de toneladas de gases por hora para a atmosfera a 1000–2000 ºC e podem, portanto, gerar altas temperaturas em bolsões de ar. Só para dar um exemplo concreto, a termelétrica de Campina Grande (PB), de 164 MW, que é pequena e funciona a óleo, lança para a atmosfera 240 toneladas de material particulado por hora e também 200 milhões de litros de gases por hora a 400 ºC, além de outras coisas.
A todo ano, muitas cidades brasileiras têm sido devastadas por fortes ventos (inclusive no nordeste, lugar de clima calmo e estável e ventos suaves), coisa que não existia antes e não têm nada a ver com o tal aquecimento global causado pelo CO2. Foi a partir de 1995 que começou a instalação e operação em massa de termoelétricas no Brasil, importadas pelo neoliberal FHC e continuadas até hoje. Desafio a imprensa ou quem quer que seja a provar com documentos que tantas e tão fortes devastações aconteciam no Brasil antes de 1995. E naquela época já existia a imprensa e câmeras de foto e vídeo...  
Quarto: é comum vermos a TV mostrando imagens do derretimento de geleiras na Antártica assustando todo mundo e a turma e a mídia associando isso ao aquecimento global causado pelo CO2. Porém, nunca mostram o gelo aumentando nesses lugares. Se o gelo dos pólos não derretesse normalmente, hoje em dia haveria geleiras até no nordeste brasileiro. É preciso analisar cada caso separadamente e não rusticamente sem ciência atribuir tudo ao CO2. Só pra exemplificar, um recente trabalho de pesquisa (novembro de 2015) mostra que o gelo de áreas costeiras da Antártica aumentou 30% (!) no século XX. E, então, cadê o aquecimento global causado pelo CO2? Cadê que a mídia fala nisso?
Quinto: vemos a mídia mostrando as marés altas (comuns em todos os lugares) e dizendo que ilhas correm o risco de desaparecer por causa do aquecimento global causado pelo CO2. O IPCC diz que o aumento do nível do mar “global” foi de 1,2 mm/ano no século XX, mas um levantamento científico de 2013 feito em Portugal e publicado em revista internacional e sobre medições de 1906 a 2008, considerado o mais antigo e contínuo registro do nível do mar do mundo, revela que o nível do mar variou – (menos!) 0,70 mm/ano. Cadê ali o aquecimento global causado pelo CO2? As imagens que a mídia mostra sobre geleiras e nível do mar e muitas informações do IPCC e sua turma não são científicas nem confiáveis. Embora haja um risco natural por serem ilhas baixas e devido a muitos fatores como atividades sismológicas e marés, essa turma diz, por exemplo, que tal ilha vai desaparecer, mas não apresenta dados específicos que justifiquem tais afirmações. Cálculos e análises técnicas sobre o nível do mar estão apresentados aqui
Sexto: um dos métodos muito particulares, absurdo e cientificamente ignorante, o ‘feedback’, dessa turma sem ciência é o de dizer e considerar que o vapor d’água permanece só cerca de 8-10 dias na atmosfera para essa turma eliminar a influência desse gás na temperatura do ar e em outros comportamentos da atmosfera. Vejam no artigo que o vapor d'água não fica zerado na atmosfera e também sabemos através de medições por satélites e em terra que nas últimas décadas as nuvens aumentaram muito em diversas partes do mundo, como no Ártico, Europa, EUA, Rússia, China, Índia, Austrália, etc. Então, se o saldo de água na atmosfera fosse zerado a cada 10 dias, como poderia ter havido aumentos de nuvens em muitos lugares do planeta e em décadas a fio?
Como vemos em apenas alguns exemplos, essa pseudociência não se sustenta cientificamente em nada. Só o que afundam são suas vagas, falsas e infundadas afirmações. Por favor, digam pra essa pseudociência tirar o time de campo.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

O VAPOR D’ÁGUA, O “FEEDBACK” E O NOVO CICLO HIDROLÓGICO COMPROVADO – DERRUBADA 8

A população acha que a turma do “aquecimento global causado pelo CO2” tem uma alta ciência, provavelmente por causa dos seus enormes impactos e alarmismos que causa quando faz suas aparições. Mas, não é assim e esses impactos são devidos à sua influência política e alarmismos, não por base científica, porque esta não se sustenta. De ponta a ponta, a sua “ciência” não é consistente, não é coerente e está eivada de erros. Estamos testemunhando um dos maiores absurdos científicos da história da humanidade e talvez maior do que o do geocentrismo, pois naquela época o conhecimento científico era muito pequeno. Hoje em dia, mesmo que conceitos fundamentais da ciência, em especial da térmica, sejam amplamente conhecidos e empregados em diversas áreas, essa pseudociência puramente empírica não os conhece e, pior, não permite que ninguém avance e os demonstre cabalmente em suas revistas de comportamentos mafiosos. Sim, mafiosos, pois, por exemplo, os editores de suas revistas são demitidos se publicarem artigos que demonstrem algo diferente do que essa turma diz, em vez de privilegiarem o conhecimento. Isso não é ciência! 
Então, criaram conceitos e métodos próprios com base em suposições particulares que não têm nada a ver com a verdadeira ciência e a correta teoria. E venho sempre denunciando isso e demonstrando como a atmosfera realmente funciona em dois artigos internacionais e em inúmeros artigos nacionais encontrados aqui mesmo neste blog. Basta citar um só absurdo com desconhecimento básico dessa turma: ela considera que as trocas térmicas entre a atmosfera e a superfície terrestre se dão apenas e tão somente através da radiação solar/térmica e que tudo na atmosfera é consequência disso. Mas, não é assim, pois a evaporação, a convecção e a condução de calor atuam a todo instante e participam majoritariamente desses balanços térmicos assim como outros fatores causam outras consequências, o que faz com que a temperatura do ar e tudo o que essa turma diz sobre o tal aquecimento global sejam completamente errados.      
É que essa turma depende exclusivamente do empirismo, isto é, de observações experimentais sem serem acompanhadas pelos corretos princípios físicos que regem o funcionamento da atmosfera. Uma alta ciência precisa ter ciência, isto é, ser ciente, mas não é o que acontece com essa turma.
A “ciência” deles está baseada puramente no CO2 e para ali tudo converge e dali tudo emana. Mas, não é um gás que determina e causa todos os comportamentos atmosféricos. São muitos e diversificados fenômenos que geram outros fenômenos atmosféricos.
E esse conceito dessa turma já começa errado, pois a influência desse gás sobre a temperatura é de menos de um por cento, como demonstrei em artigos internacionais e é fácil demonstrar através de um simples gráfico e cálculos. E continua com erros nas medições de seus níveis que são feitos em um único lugar do planeta cheio de CO2 e considerados iguais para todo o globo, mesmo para lugares bem diferentes entre si como a Amazônia e o Saara. E segue com seus outros conceitos e métodos empíricos e errados, como é o caso do “feedback”.  
“Feedback”, que nas relações humanas significa retorno de informações (saber ouvir e falar) para um bom diálogo e avanço da solução e do conhecimento, no empirismo do clima significa realimentação e diz que o vapor d’água permanece só cerca de 8–10 dias na atmosfera, pois cria nuvens e se precipita e volta a acontecer isso de novo. Por causa desse “achismo”, essa turma despreza completamente a influência do vapor d’água na atmosfera para fins de efeito estufa, inclusive isso salientado pela NASA, quem diria... Então, se dura só 8 dias, essa turma também despreza o vapor d’água para outros efeitos. Só lendo esse conceito já se encontra erro, pois se fosse assim, a atmosfera de todo o planeta ficaria completamente seca, com zero de vapor d’água após 8–10 dias, mas é óbvio que não é assim. E nem sabem eles que não é só em nuvens que tem vapor d’água na atmosfera. Esse e outros entendimentos dessa turma empírica chegam a ser tolos.
E essa questão também pode ser explicada através da equação que criei (publicada em meus artigos internacionais) e que reproduz o funcionamento do ciclo hidrológico natural ou convencional em uma camada da atmosfera, isto é,
dMw,a/dt = dMev/dt – dMp/dt
a qual é entendida como
Variação do saldo de água = variação da evaporação – variação da precipitação.
Como vemos, tudo é uma questão de variação dos respectivos valores, ou seja, estes variam de acordo com o tempo e lugar. Então, para que o saldo de água na atmosfera fosse zero, a evaporação que acontece a todo instante e a partir de todas as superfícies de água do planeta (oceanos, mares, rios, lagos, geleiras) incluindo vegetação e solos úmidos, que não para de modo algum, teria que parar completamente só por causa dos empíricos. E a precipitação teria que ser total de modo a zerar o vapor d’água na atmosfera, o que não acontece. Ou então, mesmo que a variação da precipitação seja igual à variação da evaporação em algum instante (10 kg – 10 kg, p. ex.), o saldo do vapor d’água total da atmosfera não é zero. Por exemplo, saldo anterior = 100 kg, + 10 kg de evaporação – 20 kg de precipitação = 90 kg (novo saldo). Ou seja, o vapor d’água na atmosfera é só uma questão de variação e não fica zero.       
Além disso, através do Novo Ciclo Hidrológico, descoberto por mim, ainda tem outro fator que impede que o vapor d’água seja zero na atmosfera. A equação do novo ciclo da água para uma camada da atmosfera é
dMw,a/dt = dMev/dt + dMh/dt – dMp/dt
ou
Variação do saldo de água = variação da evaporação + variação do vapor d’água emitido por atividades humanas – variação da precipitação.
Ou seja, além da evaporação, água também sobe devido a certas atividades humanas e estas emissões são variáveis. Em nenhum momento em climas úmidos o vapor d’água na atmosfera se torna zero. Com o novo ciclo, o exemplo acima fica: saldo anterior = 100 kg, + 10 kg de evaporação – 20 kg de precipitação + 10 kg de atividades humanas = 100 kg (novo saldo). Então, o vapor d’água é o permanente causador do maior efeito estufa devido ao próprio gás e às nuvens que ele gera, bem como compõe a temperatura do ar e gera outras consequências como enchentes. E até mesmo em desertos a umidade é da ordem de 10–12%. É ridícula a “ciência’ dessa turma!   
Além de tudo isso ainda tem mais. Através do artigo “a teoria Sartori comprovada”, por exemplo, sabemos que nas últimas décadas as nuvens aumentaram muito em diversas partes do mundo, como no Ártico, Europa, EUA, Rússia, China, Índia, Austrália, etc, Então, se o saldo de água na atmosfera fosse zerado a cada 10 dias, como poderia ter havido aumentos de nuvens em muitos lugares do planeta e em décadas a fio? Por favor, digam pra essa “ciência” tirar o time de campo.
E uma vez que no ciclo hidrológico natural ou convencional a formação de nuvens e precipitação está em equilíbrio com a evaporação, esses aumentos de nuvens ao longo de décadas e ao redor do planeta também comprovam na realidade o Novo Ciclo Hidrológico e confirmam que ele está em operação.       
Vejam que aqui tudo se encaixa enquanto que na “ciência” do “aquecimento global causado pelo CO2” nada fecha.
Desta forma, como não conhecem a verdadeira teoria (que dá os rumos certos), se sentem inseguros, sem base e sem coragem para entenderem e aceitarem uma ciência que não conhecem, que não é da alçada deles, embora esta seja a única e corretamente possível. Junto com o poderio da mídia impõem os seus conhecimentos extremamente limitados e errados e agindo mafiosamente impedem a correta ciência de avançar para o bem da humanidade, para salvarem a sua pseudociência e suas peles.